Pra perceber as diferenças entre uma cidade e outra de uma mesma região ou um mesmo país, um tour fotográfico pode dizer muitas coisas, e existe uma tag no Instagram chamada #roundseries que traduz isso muito bem. Com essa tag, as pessoas postam fotos de formas circulares, e é incrível quando você vê que uma forma tão simples como um círculo pode ser preenchida de tantas heranças culturais.

Sendo assim, vou repassar nesse post como Barcelona e Madri podem se divergir em pequenos detalhes que eu pude encontrar quando circulei pelas duas cidades. Como tirei muitas fotos nesse estilo #roundseries, vou dividir este post em mais de uma parte, dando o ponto de partida com as praças, as ruas, os mercados, a gastronomia e os meios de transporte. Fiquem atentos ao blog para ler o restante!




Vamo começar com esses dois prints que tirei no Google Maps, da Plaça de Catalunya, em Barcelona, e da Plaza de Cibeles, em Madri, interseção entre as principais vias das duas cidades, e pontos de celebração de títulos do F.C. Barcelona e do Real Madrid.

Mais simétrica, a Plaza de Cibeles tem a cara da Madri imperial, onde rola um estilo eclético, cores em tom pastel e uma fonte centralizada da deusa grega da fertilidade, Cibeles.


Já a Plaça de Catalunya tem mais a ver com a expansão da cultura catalã. Foi feita tipo como um símbolo das províncias da Catalunha, com as cores vivas do modernismo catalão, e um conjunto de fontes e 28 esculturas, bem na vibe de Barcelona, onde você não precisa entrar em um museu pra ver arte.



Ao Prestar atenção nas calçadas de Madri, não saquei nenhum desenho ou estilo marcante em sua pavimentação. A não por estes tampões de poço com cara de biscoito Negresco, feitas de ferro fundido. Se quiser fotografar, pergunte por "las tapas de registro".


Em Barcelona, o pavimento mais notável fica na região do Passeig de Gràcia, que exibem traços das referências modernistas aplicadas pelo arquiteto Gaudí, com ornamentos florais que você pode ver aí na foto que eu tirei.



Um lugar que quase ninguém indica em Madri é o Mercado de San Miguel, no bairro de Plaza Mayor, que é irado pra quem se liga em gastronomia. A foto é de um detalhe da armação metálica de 1916 do lugar, que tem um visual que lembra uma estação de trem, bem bonito. Dá um confere no blog Viajar Bem e Barato, que foi lá que eu descobri o mercado.

Em Barcelona, o Mercat de Sant Josep (São José) tem mais pinta de mercado que o de San Miguel, com um galpão de pé direito bem elevado. Também conhecido como La Boqueria, o mercado foi inaugurado em 1840, e minha principal referência quando estava em Barcelona foi este post do Passaporte BCN, blog mais completo que vocês podem achar sobre a cidade.




E já que eu falei de comida, no Foodspoting, Yelp ou outros apps com dicas de refeição, Patatas Bravas é um dos pratos mais recomendados em Madri. São batatas fritas em cubo, sempre servidas ao molho picante, com o adicional do tempero de alho e óleo na variação "alioli".

Seguindo a onda do Mar Mediterrâneo, a Catalunha tem vocação pra gastronomia de frutos do mar, que influencia a típica paella. Enquanto a paella original de Valência leva carne de aves ou de coelho, a paella catalana (ou marinera) é feita com mariscos, camarões e polvo, além de arroz e legumes, sempre presentes nas duas variações do prato.




Que tal uma cervejinha pra acompanhar? E se estiver Madri, descarte as fraquíssimas Cruzcampo ou Cibeles, e opte pela Mahou Cinco Estrellas, uma lager leve e pouco encorpada, mas com um pouco mais de aroma que as outras e que favorece o paladar.

Em Barcelona, entram na lista de dispensa a San Miguel e a Moritz, ao contrário da Estrella Damm, uma lager de malte e arroz que supera a Mahou tranquilamente, além de ser a que mais impressiona entre as brejas espanholas. A razão? O aroma do malte, a cor dourada, o amargor do lúpulo dosado no ponto certo, caindo bem com qualquer refeição, gostosa mesmo quando esquenta um pouco. Pra ter uma noção, a Estrella Damm se aproxima mais da Heineken, enquanto a Mahou tá mais pra uma Sub Zero melhorada.




Variando um pouco as bebidas, vamos aos drinks, começando com a sangria, típica em Madri. A sangria madrilenha mistura vinho tinto, limão, pêssego, soda, açúcar e gelo.

Por sua vez, a moda em Barcelona é misturar bebida com Coca-Cola, seja a tradicional cubalibre, com rum, Coca, limão e gelo, ou calimocho, com vinho e Coca, que uns amigos fãs de vinho chamaram de heresia. A galera também chama a cubalibre de cubata, e tem as variações: cubata de vodka, cubata de whiskey...



Essa foto de cima com a letra C invertida, é o logotipo da Cercanías Renfe, serviço de trens interurbanos atendido pela Renfe Operadora, que circula por Madri e pela região metropolitana ao redor da cidade. Em Barcelona, o serviço ferroviário interurbano é conhecido como Rodalies de Catalunya, fornecido pela Ferrocarriles de la Generalidad de Cataluña (FGC).

Do lado direito, é o logo da Transports Metropolitans de Barcelona (TMB), empresa que cuida da rede metroviária, integrando os serviços de metrô, ônibus e funiculares. Em Madri, o mesmo serviço é organizado pelo Consorcio Regional de Transportes de Madrid (CRTM), que integra metrô, ônibus e VLT.
Se você tá começando a fotografar, uma boa leitura é o blog "Cliques" da Anna Laura Wolff, da Viagem & Turismo. Traz boas dicas pra iniciantes, e dois artigos dela me inspiraram a fazer esse post sobre acessórios essenciais pra tirar foto com o celular.


Um foi o texto "Fotografo, logo existo", da Viagem & Turismo de março (ainda tem nas bancas), e o outro é o "Kit de sobrevivência fotográfica para viagens", em um post neste link. Os dois textos me trouxeram a ideia de reunir algumas dicas que volta e meia repasso a amigos ou leitores do blog, quando me pedem ajuda pra tirar fotos com celular.

Como as fotos com smartphones tem englobado um monte de aparelhos que dão um up e deixam as imagens de celular cada vez mais profissionais, segue aí uma lista de equipamentos pra garantir fotografias de qualidade, começando a falar, é claro, sobre o celular:




smartphone samsung

O CELULAR: em termos de marca, pelo que eu já vi em testes de sites de tecnologia, Sony, Nokia, Samsung e Apple são as fabricantes que oferecem os melhores sensores. Só que, pra não ter decepção, a dica é que o celular tenha resolução de 8 MP no mínimo, autofoco e estabilização óptica de imagem, sendo estes dois últimos itens que garantem a redução de boa parte de ruídos ou fotos embaçadas. Quanto aos modelos mais avançados, no quesito câmera, anotem aí: Nokia Lumia 1020, Sony Xperia Z3 e Samsung Galaxy K Zoom.

[LEIA: SAMSUNG GALAXY K ZOOM X NOKIA LUMIA 1020: QUAL É O MELHOR CAMERAPHONE?]

Em um segundo ponto, vamos pensar nos itens indispensáveis, para tirar fotos em um nível mais perto do profissional, sem tremer, sem desfocar e com longo alcance ao ampliar o quadro. Para isso, nós temos:

LENTE COM ZOOM EXTERNO: por melhor que seja a câmera do smartphone, o zoom digital ainda é um ponto fraco perto de uma câmera profissional. Então pra expandir bem o campo de imagem, tem que ter uma lente separada, uma objetiva telescópica pra encaixar direto no smartphone, com zoom óptico externo que permite regular o foco manualmente e amplia a imagem de 8x a 12x. Custa entre 50 e 80 reais.

CONJUNTO DE LENTES 3 EM 1: e pra dar aquele efeito meio esférico, de uma lente fish-eye (olho de peixe), ou pra pegar a imagem naquele plano esticado, em um widescreen panorâmico com proporção de 16:9, existe um conjunto de lentes 3 em 1 que você compra e vai trocando sobre a câmera do smartphone, de acordo com o efeito que você quer dar. O conjunto normalmente vem uma lente macro lupa (desnecessária se você tiver o zoom externo), uma olho de peixe, uma lente wide e o suporte em grampo pra adaptar no celular. Sai entre 20 e 30 reais.

TRIPÉ: pra capturar uma imagem de um ponto fixo, evitando qualquer tremor, seja para uma panorâmica em 360 graus ou uma longa sequência em time-lapse, existem suportes em tripés exclusivos para smartphones. Basta procurar um tripé universal para smartphone no Mercado Livre ou no DX.com, que vocês encontram em uma faixa de preço entre 16 e 30 reais. O melhor é um flexível, que permite enrolar o tripé ou posicionar na posição que achar melhor, além de ter pontas com ventosas pra fixar o tripé na parede.

Lente telescópica universal com zoom de 8x, à venda no Deal Extreme

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Tripé flexível para smartphone do Deal Extreme

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Agora, se sua vontade é fazer fotos especiais, que ficam limitadas à alguma condição física, tipo mergulhar debaixo d'água, ter que lidar com a escuridão da noite, a ausência de luz, ou não poder esticar o braço pra fotografar, eu sugiro esses três acessórios:

FLASH EXTERNO: os smartphones evoluíram muito na compensação de luz e com flashs Xenon, mas um flash externo convém bastante pra fazer uma luz rebatida e/ou mudar a direção da sombra. Uma opção é o Nova, um flash externo com 40 LEDs atrás de um painel, com energia o suficiente pra 150 disparos, tudo através de Bluetooth ou wireless. Outra alternativa é o iBlazr, com 4 LEDs, e 40 minutos de carga no nível máxima e de 3 horas no modo de economia de energia. Ao comparar os dois, o Nova leva vantagem por poder utilizá-lo separadamente do aparelho, como nas imagens abaixo. Infelizmente, pra comprar um dos dois tem que ser na gringa. O Nova custa 59 dólares e o iBlazr sai por 39 dólares.

Nova, flash externo com 40 LEDs, ligado via Bluetooth ou wireless, útil por poder rebater a luz

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Flash externo iBlazr funciona engatado no iPhone

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CASE À PROVA D'ÁGUA: ainda não são todos os smartphones que tem superfície impermeável, ou que possam mergulhar a fundo na água, então pra isso vem a calhar os cases impermeáveis, que traz uma capa protetora transparente com capacidade pra seguir funcionando em profundidades de 3 até 6 metros. Mas como é difícil achar pra outras marcas que não sejam Samsung e Apple, a dica é o case em forma de bolsa impermeável nesse link.

PAU/BASTÃO DE SELFIE: o bastão que antes era exclusividade da GoPro, hoje tem sua versão pra smartphone, que serve pra pegar um ângulo mais distante ou um plano com um enquadramento maior, em ocasiões que você não pode esticar o braço. E embora a procura seja grande, ainda dá pra achar pela internet, entre 15 e 50 reais.

Case à prova d'água para iPhone

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Boa utilidade pra um bastão de selfie

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Encerrando, fica a dica de alguns itens adicionais, que podem não ser primordiais, mas são bacanas pra se ter em mãos:

FILTROS ANALÓGICOS: o disco de lentes conhecido como Holga permite fazer umas fotos capturadas sob efeitos ou molduras em fantasia, como as lentes com formato em desenho, filtros coloridos ou moldura de coração. Dá um efeito original, comparado aos aplicativos que fazem essa função. O case com o disco de lentes serve pra Android ou iOS, e o preço é em média de 30 reais.

ALÇA PARA TRANSPORTE DE CÂMERA: pra não deixar o smartphone cair com um esbarrão ou até pra evitar que tomem o aparelho da sua mão, uma solução simples é a alça pra transporte de câmera, dessas utilizadas em pequenas câmeras digitais portáteis. Normalmente, você amarra em um encaixe feito pra isso, na parte de baixo do celular. Custa em torno de 18 reais.

Case com filtros analógicos Holga

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Alça para transporte de câmera digital

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IMPRESSORAS PORTÁTEIS: e daqueles itens que deixam a pergunta "porquê não pensaram nisso antes?", as impressoras portáteis pra smartphone tão matando a saudade das Polaroids clássicas. Pra imprimir, uma opção é a impressora oficial da Polaroid, a Polaroid PoGo, que via Bluetooth reproduz fotos pequenas em papel especial de 2" x 3", 60 segundos depois de enviar acionar a impressão. A concorrente é a Prynt, que é melhor por ser um case acoplado ao celular, por tirar fotos do tamanho do smartphone, via Bluetooth ou wi-fi, e por oferecer preço um pouco mais em conta. No site pryntcases.com, a Prynt é vendida por 129 dólares e a PoGo sai por 150 dólares.

Polaroid PoGo, impressora portátil oficial da Polaroid

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Prynt é um case que permite imprimir fotos direto do smartphone, lembrando antigas câmeras Polaroids

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Pra esse post, repassaremos uns itens essenciais de uma bagagem rápida pra homem, em qualquer ocasião. Cada item é relativo ao que não pode faltar em uma bagagem feita de última hora, pra evitar algum deslize ou imprevisto de viagem, seja qual for o lugar.


O QUE LEVAR PRA VESTIR?

No pontapé inicial, vamos abrir com o vestuário, a parte principal da bagagem, que não foge do trivial masculino (t-shirt, jeans e camiseta), mas que merece cada vez mais uma atenção especial, pra não bobear na hora de sair ou fazer uma social.

De cara, não podem faltar t-shirts básicas. E quando eu digo t-shirts básicas são aquelas de cor preta ou branca, independente de ter estampa ou não, evitando tons muito chamativos de preferência, tipo uma camisa verde fluorescente, ou da Seleção, do Flamengo, ou aquela retrô da Laranja Mecânica de 74.

A parada é que camiseta colorida pode chamar a atenção quando você não quer. Camisa de time inclusive é péssima nesse ponto, além de que a gente perde a noção da ocasião, e ninguém quer levar bronca da namorada ou ficante por ir com camisa de time em baladinha mais VIP. Maneirar na gola V aberta também evita chamar a atenção, ainda mais se você for meio Tony Ramos.

Nessas condições, melhor mesmo é escolher t-shirt de cor neutra e gola careca, sem vacilo, que acentua com qualquer outra peça ou evento, e a preta ainda tem a vantagem do risco de manchar ser menor, caso suje do nada.

Uma calça jeans escura é útil pela mesma razão, de poder evitar manchas em alguma situação inoportuna, e por também se ajustar com mais de uma ocasião.



Leve também uma bermuda cargo, boa por vir com vários bolsos, e dá pra carregar pra carregar celular, chave do hostel, carteira... E aí no caso, é bom procurar alguma com material leve, pro caso de molhar.

Mas isso não significa que você deva descartar uma bermuda surf wear, pra uma praia ou uma cachoeira, que elas secam rápido e também não tem risco de encharcar o carro de ninguém.

Repassado o básico, se você viver alguma situação em que tenha que estar um pouco mais bem vestido, dois coringas: camisa masculina e blazer. Além de mostrar um porte bacana e serem bem apresentáveis, as duas peças quebram um galho caso pinte um frio e um casaco não caiba na mochila.




A camisa masculina inclusive é um item que "não pode ficar de fora" e dá "um show de estilo", como diz a Letícia Leal em um post do S.O.S. Solteiros. Clique aqui pra dar uma conferida no post, que também oferece mais detalhes sobre qual tecido ou estilo pode se adequar melhor a você.

Agora, o blazer, requer um pouco mais de cuidado na hora de escolher. Então, pra quem vai comprar pela primeira vez, eu indico esse link do artigo do Canal Masculino, texto do Ricardo Terrazo, e pra ter noção de como usar, clique aqui neste post do Fashionismo, da Thereza Chammas.

Calçado? Botas de couro (pretas, de preferência), que são muito convenientes em chuva. Tênis de solado rasteiro, e com tecido de pano, é meio traiçoeiro, pois acaba molhando geral em chuva, então recomendo levar botas de couro. E novamente, se rolar uma social repentina, uma bota discreta e bem lustrada disfarça a ausência de um sapato social.

E se estiver muito quente? Sandálias de couro podem substituir um tênis ou chinelo, tanto no uso quanto no conforto. Agora, quando digo sandália é aquela no estilo franciscana, e não aquelas papetes do Seninha, do Homem-Aranha, toda emborrachada e desconfortável.

Meia e cueca, eu nem vou abordar, por que, peraê né, falta de vergonha esquecer um dos dois.






NÉCESSAIRE?

Vamos começar propriamente com a nécessaire. Se você não sabe onde comprar uma, normalmente tem sempre umas marcas de produtos pra barba que fazem promoção pra levar um kit que vem com a nécessaire.

Falando na barba, o barbeador é um item básico, e pra espuma, se acabar o creme, lava a cara com água quente pra amaciar a pele e abrir os poros, e aí é se barbear sem creme, na raça, ou faça a espuma com condicionador, que ajuda a amaciar a pele. Tá sem creme pós-barba? Água fria, mermão!

O sabonete líquido pode quebrar um galho pra esse caso da espuma, e também evita melecar a mochila com um sabonete em barra. Desodorante de aerosol também evita acidentes, comparado ao roll-on ou o líquido.

E perfume é bom não só por vaidade, mas no caso do desodorante acabar em uma hora injusta, tá ali o perfume pra salvar. E procure kits que trazem o perfume no tamanho convencional e uma miniatura juntos, que a miniatura cabe melhor em nécessaires.

Pra higiene dental, pasta de dente e fio dental são fundamentais, né. Mas se estiver na correria, então não deixe faltar um enxaguante bucal. Umas três bochechadas já ajudam bastante.

Uma farmácia básica também é legal. Filtro solar pra evitar queimaduras, band-aid pra algum corte inesperado, aquele Engov (maleato de mepiramina) pra evitar ressaca, vitamina C ou um mel com própolis pra se proteger de resfriado, e se comer aquele lanche de beira de estrada e não bater bem, toma um Diosec (cloridrato de loperamida) que corta dor de barriga sem demora.


ACESSÓRIOS E ITENS MENORES?

Tem alguns acessórios e itens menores que são indispensáveis tanto pra homem quanto pra mulher, como os documentos, vouchers da viagem, grana e cartão, um adaptador T para tomadas, um cadeado pros lockers dos hostels, óculos de sol ou de grau, toalha, entre outros.

Ao carregar estes itens, minha sugestão pra caber na mochila é improvisar com pequenas bolsas de multiuso, como gym sacks, luvas de notebook ou porta-óculos, que servem pra colocar muita coisa junto, mas sem amassar, ocupar espaço na mochila ou dificultar na hora de encontrar algo casualmente. Os gym sacks também tem a vantagem de substituir uma mochila menor, caso não sobre nenhum espaço para carregá-la na bagagem.

E particularmente para a toalha, se ainda estiver molhada na hora de ir embora do hostel, você pode dobrá-la e colocá-la dentro de uma luva pra notebook, pelo menos pra não molhar a mochila até estender ela de novo.

ELETRÔNICOS?

A gente fala que mulher se previne demais e leva o mundo dentro de uma bolsa, mas hoje em dia o que tem de cara que não consegue viajar sem TODOS os equipamentos eletrônicos... Vamo maneirar, galera...

É tablet pra leitura, é HD externo pra salvar arquivos, é iPod pra música, é notebook pra escrever (ou pior, é ultrabook), vários recarregadores, e ainda agora tem o tal do smart-watch, o "relógio inteligente". E aí depois o cara chega no hostel desesperado, achando que perdeu algum gadget, como eu já vi acontecer.

Pra evitar tudo isso? Compra um smartphone com display de 5". A tela grande substitui o tablet, os arquivos você joga na nuvem do Dropbox, Google Drive ou One Drive, se precisar de escrever use o computador do hostel, pra recarregar tem carregador portátil e capinha que recarrega, e pra outras funções tem app pra tudo hoje em dia. E neste link vocês podem ver uma lista de apps essenciais pra viagem.


FOTOS?

Mas se o seu caso é tirar fotos, aí é inevitável mesmo levar um equipamento a mais. Então pra se aprofundar um pouco mais, no caso de fotos com smartphone, veja mais detalhes no post deste link, enquanto quem pretende ousar um pouco mais, se aventurando como profissional, leia o artigo deste link, como recomendação.


Depois de um post antigo de volta ao mundo de balão, a galera pediu no Face, e tá aí uma série com os melhores vídeos de balonismo, publicados no YouTube, passando por várias partes do mundo.




ALBUQUERQUE, EUA:



CAPADÓCIA, TURQUIA:



CARDIFF, PAÍS DE GALES



SAFARI EM MASAI MARA, QUÊNIA



TAITUNG, TAIWAN



HIGHLINE SOBRE BALÕES NO DESERTO DE NEVADA, EUA




GATINEAU, CANADÁ

Na alta do dólar, troque um mochilão pro exterior por viagens pelo Brasil


Essa última semana, o dólar atingiu a maior alta desde 2003, chegando a R$ 3,28, o que complica os planos de muita gente que de repente vinha guardando uma grana só pra isso e agora tem que desistir da ideia. Diante da situação complicada, se não há outra saída e você só pode viajar agora, tente compensar a experiência com uma viagem pelo Brasil, pra conciliar uma equilibrada na grana com a oportunidade de viajar, enquanto dias economicamente (e politicamente) melhores não chegam.

Pode ser que bata aquele pensamento de "já conheci tudo pelo país, não tem mais nada a conhecer" ou "tem coisa no exterior que não se faz no Brasil", mas vou tentar dar a ideia aqui de alguns lugares e atividades que podem substituir um rolê fora do país, ou pelo menos tirar a frustração de não poder fazer o esperado tour na gringa.

Vamos pelo mais óbvio, que é o intercâmbio. Rola intercâmbio no Brasil?? Olha, se sua intenção é explorar o seu inglês, sim... no Rio de Janeiro (RJ)! Bem antes da Copa, o Rio já vinha recebendo mais e mais gringos, ganhando um perfil bem parecido de outras cidades cosmopolitas como Barcelona ou Nova York. Basta você se hospedar em um hostel em Copacabana, Ipanema ou Leblon, que você vai falar muito inglês, mais que qualquer outra língua, com gente dos EUA, França, Austrália, Alemanha, Itália, República Tcheca, Romênia... e quase ninguém do Brasil. Veja opções de albergues cariocas neste link.

Outra experiência que dizem ser impossível ter em outro lugar é um safári na África. Talvez a paisagem e fauna realmente sejam inigualáveis, mas dá pra dizer que o Pantanal tem uma vibe tão exótica e experiências tão vibrantes como na selva africana, caso do safári pra ver jacarés, aves e onças, como você pode ver nesse outro post.



É do surf? Quer ir pro Havaí? Espera mais um pouco... e vai pra Maresias, em São Sebastião (SP), que é a terra do campeão mundial Gabriel Medina, ou pra muitos outros picos por aqui, que chamam a atenção de brazucas e gringos, como Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha (PE), Saquarema (RJ), Itacaré (BA), Maracaípe, em Porto de Galinhas (PE), Praia Mole, em Florianópolis (SC), e vários outros.

Mas se seu lance é o clima de Europa... Durante a baixa temporada do inverno, busque as cidades serranas com chalés, o friozinho e a cara de Suíça, como Campos do Jordão (SP), Gramado (RS), Canela (RS) ou Monte Verde (MG). Vale também caçar as cidades colonizadas por pomeranos, povo situado entre a Alemanha e a Polônia que imigrou pro Brasil no fim do século XIX, que tem suas tradições fortemente preservadas em Pomerode (SC) e em Santa Maria de Jetibá (ES).

Inclusive no ES, perto de Santa Maria de Jetibá, tem a cidade de Domingos Martins, que foi colonizada por pomeranos, alemães e italianos. É uma das cidades mais lindas do ES, boa pra beber vinho, fazer trilha, apreciar as montanhas e passear de trem, que segue até Viana, na Região Metropolitana de Vitória.



Quem sonha com um expresso europeu, também pode matar a vontade com o trem que parte de Belo Horizonte (MG) à Vitória (ES). Não é tão rápido ou luxuoso, mas tem suas peculiaridades. Explico mais nesse post.

Quem viaja pensando em arquitetura e costumes, pra substituir a Europa, há que se recomendar Curitiba (PR). O modo de se vestir já é bem europeu, com todo mundo arrumado por causa do frio. A feirinha da Praça da Espanha lembra o Mercado del Rastro, em Madri, enquanto a feirinha do Largo da Ordem pode se dizer que é uma versão tropical da Tiergarten Flohmarkt, de Berlim. E no Largo da Ordem também dá pra perceber a semelhança com a arquitetura de algumas metrópoles alemãs, pelas fachadas e o chão de paralelepípedo nas ruas. Quer sentir um gostinho do que seria visitar um jardim na França? Então passe pelas áreas verdes bens planejadas do Jardim Botânico e da Ópera de Arame. Pra completar, o transporte público funciona muito bem, e salvo a hora do rush, é mesmo modelo e o melhor do Brasil.



Também é possível ter um pedaço da Ásia sob seus pés, na região da Liberdade, em São Paulo (SP). Seria um pedaço da Ásia, ou de Nova York, já que a Liberdade seria uma versão paulistana de Chinatown, seguindo a regra das grandes metrópoles de quase sempre ter um bairro oriental. Na Rua Galvão Bueno, você vê aqueles portais e lanternas orientais bem típicas do Japão e da China, e dentro do bairro, chamam a atenção as lojinhas de produtos orientais (com letreiro em ideogramas) e restaurantes com bastante sushi, temaki, tempura, yakissoba, guioza. Outra ideia é ficar ligado quando rola o ano novo chinês, pra ver as alegorias e cores temáticos, que celebram a virada que ocorre do outro lado do mundo.

Uma foto publicada por Poema Urbano (@poema_urbano) em


São Paulo também serve pra substituir a variedade gastronômica de Nova York ou Tóquio, com restaurantes de comida italiana, portuguesa, árabe, espanhola, argentina, indiana, alemã, grega, francesa, mexicana, tailandesa, coreana, uruguaia, suíça... Aé, tem comida brasileira e pizza também.

Poderia citar Sampa como boa opção de bares, pubs e rock n' roll, mas essa vou deixar pra BH. Já tem uns bons anos, que a capital de MG criou uma vocação pra fazer você se sentir um pouco em Liverpool, com as covers de Beatles como a Hocus Pocus e a Anthology, e até mesmo com Sir Paul McCartney dizendo "uai", em um show de 2013. Fora que Belo Horizonte é uma filial de Seattle, com várias covers de Pearl Jam e Foo Fighters, além do seu lado Los Angeles, o lado Londres, o lado Dublin, o lado Detroit, e por aí vai... Tudo nos principais pubs da cidade: Lord, Jack, Circus, Collins, Stonehenge, Amsterdam, entre outros que você pode ver a programação e pensar em um roteiro nesse link, do site BH Rocking.



Fechando a conta e passando a régua, aos caçadores de cartões-postais, vocês também podem soltar a imaginação que não vão se decepcionar em ver o Maracanã como nossa versão do Coliseu de Roma, o Cristo Redentor que é mais bonito que a Estátua da Liberdade de Nova York, a Ponte Hercílio Luz em Floripa, que supre um pouco a vontade de ver a Ponte de San Francisco (EUA), e quem não vai à Paris (FRA), pode trocar o Arco do Triunfo pelo Monumento aos Expedicionários, em Porto Alegre (RS) ou o Museu do Louvre pelo Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho (MG), pertim de BH.

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NÃO PROCURAR O PREÇO MAIS BARATO DA PASSAGEM

Na hora de comprar passagem aérea, tire um tempo e pesquise bem. Não caia nessa teoria de "época certa pra comprar passagem", pois os preços variam o tempo todo, e é possível pagar um preço muito bom mesmo sem antecedência, dependendo da oferta ou da companhia aérea. Basta pesquisar antes.

Não existe outra receita. Vá até as redes sociais de companhias aéreas e veja se tem alguma promoção, ou nas ferramentas de pesquisa do Google, busque "promoção passagem aérea" e filtre "nas últimas 24 horas" dentro da data. Além disso, tem aplicativos como Skyscanner e Decolar, programas de milhagem, e a compra em ida e volta, que também ajudam a baratear o valor.


NÃO REDUZIR BAGAGEM

Esse é um clássico: evite carregar coisas que você não vai usar na bagagem. É algo tão clichê que o vacilo já é imperdoável. O peso em excesso não é bom nem pros turistas de mala, que pagam taxa de excesso de bagagem, e muito pior para mochileiros, que tem que carregar todo peso nas costas com uma cargueira.

Existem três truques pra se evitar isso. Um é dobrar seus itens na hora de fazer a bagagem, e aí no final, você tira metade. O outro é pensar na sua programação, por exemplo, se você vai sair à noite ou se vai fazer frio. E o último são os aplicativos pra arrumar bagagem, como pode ser visto neste post.


NÃO CONFERIR O CLIMA ANTES DA VIAGEM

Me aprofundando sobre o que eu disse, a respeito de "fazer frio", sempre olhe a meteorologia e o clima do lugar antes de viajar pra qualquer lugar. Afinal, não se vai para o Pantanal no verão, pois é quando mais chove, e muito menos para Dubai entre julho e agosto, que o calor tá de rachar, ou para Moscou em janeiro, virar picolé.

Os guias de viagem normalmente sempre trazem alguma seção sobre "o período mais chuvosa da cidade", ou "a melhor época para se viajar". Ou pesquise sites de meteorologia, que sempre oferecem algum gráfico com temperatura, umidade e índice de chuvas no decorrer do ano.


NÃO FICAR EM HOSTEL POR PURA MORDOMIA

Nunca deixe de ficar em hostel por causa da "comodidade do lugar", e abra mão dessa conversa de "gosto de privacidade" ou "não quero passar perrengue", que cada vez mais, hostel tá bem distante de sinônimo de falta de conforto.

Hoje em dia, tem hostel de tudo quanto é tipo, às vezes melhor que muito hotel ou pousada, como vocês podem ver em aplicativos como o Hostelworld, o Booking ou o Trip Advisor... fora, o preço, e as amizades que você faz em hostel, que a maioria das vezes valem mais do que uma selfie "forever alone" em um ponto turístico.


NÃO CHECAR A SEGURANÇA

Preste atenção em todos os cuidados que você deve ter antes de viajar para não ser roubado, não perder nada, não se perder em algum lugar, não levar golpes... Enfim, fique atento quanto à sua segurança, principalmente se você viaja sozinho. Se possível faça uma lista de cuidados que você deve ter.

Óbvio que você não deve ficar cheio de noias e deixar de aproveitar a viagem, mas há uma série de cautelas a se tomar como: avisar amigos e família sobre seu destino (faça check-ins no app Swarm), prender uma tag identificadora de bagagem com dados pessoais (nome, cel e endereço) na mochila, pesquisar no Google News se rola muito assalto onde você vai, evitar dar uma de desbravador e ir em lugares que você não conhece ou com pouco movimento, fingir sotaque ao pegar táxi, levar cadeado pra guardar suas coisas nos armários dos hostels, manter seu dinheiro e cartão em local bem reservado e evitar carregar grandes quantias no bolso, instalar aplicativos anti-furto, guardar aquele smartphone velho pro caso de roubarem o principal, entre outros...


Uma dica extra é pra aqueles mochileiros mais castigados e que gostam de um perrengue na hora de dormir ao luar. Tipo, se você vai acampar, pelamordedeus: GPS ou bússola é item fundamental. E se você pretende dormir na rodoviária, avise os funcionários e guardinhas que você pretende passar a noite ali pra não acontecer imprevistos.

NÃO DESCANSAR

Descanse, sempre que possível, pois a maior besteira do mundo é esse papo de "aproveitar cada instante" ou "deixa pra dormir em casa", e aí chega no dia seguinte e você não tem energia suficiente pra curtir o lugar.

Não precisa tirar aquela pestana longa que você tira em casa, mas se você acha que dormir é perda de tempo em viagem, então pelo menos tire um cochilo de no mínimo uma hora e meia, ou duas horas, por que você tem que repor energias em alguma hora.


NÃO FAZER COISAS QUE "SÃO DE TURISTA"

Esse backpacker style ou os papos de mochileiros são coisas agradáveis, senão esse blog não existiria, mas fuja de chavões como "coisa de turista", pois é outra bobagem essa história de "não faço coisa que é turista e não de mochileiro".

Se você "não visita museu por ser coisa de turista", pode deixar de conhecer um bem interativo como o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo... Se você "não vai a cartões-postais por ser coisa de turista", pode deixar escapar um ângulo diferente do Cristo Redentor ou da Torre Eiffel... Se você "não compra souvenirs por ser coisa de turista", pode deixar pra trás uma boa lembrança da viagem...

Lembre-se que esse lance de "coisa de turista", normalmente é formado por opinião dos outros, e você só vai saber se vale a pena ou não passar por determinada experiência de viagem se você mesmo for lá e conferir como a coisa é.

Ah! E pra quem acha que mala é coisa de turista, saiba que muitas vezes ela se faz necessária, então dependendo do caso, deixe sim a mochila de lado, e carregue suas coisas na mala, principalmente se for um rolê mais urbano. Ainda mais se você prefere mala por questão de estilo, dê uma passada nessas lojas de bagagem que vai ver que tem muita mala com design descolado.
Onde comprar, as configurações técnicas, preço, e tudo que você pode obter de informações antes de adquirir a câmera de ação GoPro, no modelo HERO3+ Black Edition. Leia logo abaixo:




QUANDO FOI LANÇADA? A HERO3+ Black Edition surgiu em outubro de 2013. Seu modelo antecessor é a GoPro HERO3.

ESPECIFICAÇÕES:
Resolução: 12 megapixels;
Proporção das fotos: 3.840 × 2.160 pixels (Ultra HD/4K);
Proporção dos vídeos: 3.840 × 2.160 pixels (Ultra HD/4K);
Lente: f/2.8 de seis elementos;
Velocidade do Obturador: 1/2000;
Alcance do Foco: 30cm~infinito;
Tecnologia: bateria recarregável, microSD de até 64GB e acesso à wi-fi.


#BLZ? Nitidez das fotos e vídeos é incomparável; modos de disparo versáteis; modos de captura com resolução em Ultra HD; acessórios pra suporte muito úteis; caixinha à prova d'água é bastante resistente; tamanho pequeno, muito tranquila de carregar; altas taxas de quadros de resolução HD padrão; aumento de 30% na bateria comparada à carga da versão anterior.

#SQN? não deixe de ter cuidado com as pequenas peças, são fáceis de perder; no modo de vídeo em 4K (Ultra HD), o ritmo é meio lento, com velocidade de apenas 15 quadros por segundo (fps); microfone externo exige adaptador USB; vida útil da bateria ainda é um pouco curta; mau desempenho em ambientes escuros.


QUANTO CUSTA?
O custo varia entre 1.805 reais e 2.499 reais. Vale bastante o investimento, sobretudo se você quer fazer selfies com fotos de ação. E é provável que a fabricante lance um novo modelo até o fim deste ano, o que deve resultar em uma queda considerável no preço.

ONDE COMPRAR?
Pra não ter problema com atendimento, pagamento e entrega, as melhores opções são as lojas virtuais, como Saraiva, Shoptime ou Submarino, e as lojas esportivas como Centauro e Netshoes.

Não recomendamos comprar nestas importadoras desconhecidas ou grandes redes varejistas, que costumam dar enormes dores de cabeça por conta de problemas de estoque ou descumprimento de prazo.



Pra celebrar os 450 do Rio, ao invés de fazer um A a Z da Cidade Maravilhosa, vou desenrolar aqui uma lista do que eu mais curto na cidade, que é o Maracanã, com o perdão da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Parque Lage, que também tem certa preferência. Quando você chega no estádio, sente uma energia diferente, um impacto proporcionado pela beleza, pela imensidão e o peso de sua história, então achei que seria uma justa homenagem ao #Rio450, este abecedário de tudo que você precisa saber antes de visitar o Maracanã:

A de ANTIGA GERAL
A antiga geral era o setor popular do estádio, onde as pessoas viam o jogo de pé. Com as reformas na década de 2000, a geral virou o setor das cadeiras inferiores, que agora é o mais caro.

B de BODE CHEIROSO
O Bar Macaense, conhecido como Bode Cheiroso, é um legítimo boteco "copo sujo" (no bom sentido), a 15 minutos (1,9 km) do Maraca. Tem cerveja gelada, caldo de mocotó e sardinha com legumes.

C de COPA DO MUNDO
O estádio foi sede das Copas de 1950 e 2014, sempre recebendo a final. Em 1950, recorde de público, com o registro de 199.854 torcedores, mas relatos garantem que passava de 200 mil.






D de DINAMITE
Ídolo do Vasco e maior goleador do Brasileirão, Roberto Dinamite é o centroavante que mais balançou as redes, com 196 gols. Já na lista de todos os jogadores, Dinamite é o vice-artilheiro.



E de ESTÁTUA DO BELLINI
Situada em frente à rampa do Setor Leste, onde cruza a Avenida Maracanã, a Estátua do Bellini é o principal ponto de referência do estádio. A escultura é de 1960, obra de Matheus Fernandes.

F de FLA-FLU
Disputado 233 vezes no Maracanã, o Fla-Flu é o mais recordado dos 6 maiores clássicos do RJ, pelas cores, pela história, pelas crônicas e por ser sinônimo de rivalidade até em dicionário.

G de GARRINCHA
Na era do "preto e branco", nada foi mais emblemático que os dribles de Garrincha. Para muitos, o maior depois de Pelé, Mané fez do Botafogo, o maior time do RJ na década de 60.






H de HÉLIO GRACIE
Bem antes do UFC, o mestre Hélio Gracie encarou dois judocas no Maracanã, 30 kg mais pesados. Foi na década de 50, que ele confirmou seu ímpeto destemido e as virtudes do jiu-jitsu brasileiro.

I de INVASÃO CORINTIANA
A torcida do Timão invadiu o Maraca no Brasileiro de 1976, com 70 mil corintianos em um público de 146.043, e no Mundial de Clubes de 2000, com 30 mil corintianos no meio de 73 mil pessoas.

J de JOÃO PAULO II
Pontífice da Igreja Católica entre 1978 e 2005, o Papa João Paulo II realizou duas missas campais no Maracanã, durantes suas visitas ao Brasil nos anos de 1985 e 1990.

K de KISS
No dia 18 de junho de 1983, o KISS reuniu 250 mil espectadores na turnê Creatures of the Night, registrando o maior público em shows, tanto da história do Maracanã quanto da história do KISS.

L de LÍNGUA TUPI
A palavra Maracanã tem origem da língua tupi-guarani e quer dizer “semelhante a um chocalho”, xará do maracanã-guaçu, pássaro que antes rondava o local fazendo sons parecidos com de um chocalho.




M de MÁRIO FILHO
Escritor e jornalista, o flamenguista Mário Filho deu nome ao estádio por sua forte ligação e apoio ao projeto no fim da década de 1940. Célebre nas palavras, criou o termo Fla-Flu, em 1933.

“O Fla-Flu é um jogo para sempre, não é um jogo para um século, um século é muito pouco para a sede e a fome do Fla-Flu", Mário Filho (1908-1966).

N de NELSON RODRIGUES
Uma das maiores referências na dramaturgia brasileira, o tricolor Nelson Rodrigues revolucionou a forma de falar de futebol e do Maracanã na crônica esportiva, sendo citado até hoje.

“O Fla-Flu não tem começo. O Fla-Flu não tem fim. O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada. E aí então as multidões despertaram”, Nelson Rodrigues (1912-1980).

O de OBRAS
Segundo O Globo, a obra inicial custou R$ 235,5 milhões, em valor corrigido. A reforma para o Mundial de 2000 saiu por R$ 106 milhões (cálculo inicial: R$ 52 milhões) e para o Pan de 2007 ficou por R$ 304 milhões (cálculo inicial: R$ 67 milhões). Pra fechar, a obra pra Copa de 2014, com custo inicial de R$ 705 milhões, mas que no fim beirou R$ 1,5 bilhão.



P de PELÉ
Maior jogador de todos os tempos, o Rei Pelé fez lotar o Maracanã com seu Santos muitas vezes. Entre os feitos mais marcantes, os cariocas viram Pelé ser campeão mundial pelo Peixe em 1962 e o seu famoso milésimo gol, em 1969.

Q de QUARENTINHA
No embalo do Botafogo da década de 60, Quarentinha usou a sua forte canhota diversas vezes, entre seus 95 gols que o fizeram maior artilheiro alvinegro no estádio.

R de ROMÁRIO
Neste terreno, a grande área teve um só dono: Romário. Quem viveu a década de 90, não esquece da atuação histórica do Baixinho contra o Uruguai, nas Eliminatórias, quando levou o Brasil para a Copa do Tetra. Jogando pela Seleção e por Flamengo, Fluminense e Vasco, marcou 180 gols neste campo.

S de SINATRA
Se hoje grandes bandas e artistas tocam no Maracanã, agradeçam a Frank Sinatra. Um dos maiores intérpretes da história, Sinatra cantou para 175 mil pessoas em janeiro de 1980, superando a falta de estrutura e abrindo as portas para outros grandes shows no Brasil.




T de TOUR
O Tour do Maracanã é feito todos os dias, de 9 às 17 horas, durando uma hora. Recomendo o tour sem guia, que é mais barato e você pode ficar avistando o gramado por mais tempo. O tour sem guia custa R$ 24, a inteira, e R$ 12, a meia, entre segundas e quintas, e R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia, nos outros dias.

U de UERJ
A Universidade do Estado do RJ é uma mais conceituadas do Brasil, e tem seu campus principal do lado do Maracanã, de onde é possível ter uma vista bacana do estádio.

V de VOZ
Desde o sistema de som, com o saudoso locutor Victório Gutemberg Volpato avisando que "a Suderj informa", até os bordões do radialista Waldir Amaral, dizendo que "o relógio marca", o Maracanã teve várias vozes marcantes que ecoavam ao lado dos cantos das torcidas. Não posso deixar de falar também do meu ídolo José Carlos Araújo e o famoso "apite comigo galera".

W de WALDO
Nenhum outro craque tricolor concluiu mais vezes que Waldo no Maracanã, com um total de 94 gols. Conhecido por sua velocidade e por ser bom de cabeça, Waldo também é o maior artilheiro do Flu, com 319 gols.



X de XUXU
Não disputaram Copa, não ganharam Bola de Ouro, mas fizeram história no Maraca. Falo dos jogadores folclóricos, que merecem uma menção honrosa, como é o caso de Iranildo Xuxu, Super Ézio, Cocada, Fio Maravilha, Odvan, Jacozinho, Quiñónez, Afonsinho, Paulo Borges, Perivaldo, Beto Cachaça, Valdir Bigode, Cafuringa, Obina, Paulinho Criciúma, Bujica, Mauricinho, Dimba, entre outros que trazem aquela nostalgia bacana.

Y de YOU COULD BE MINE
Em 1991, o Guns N' Roses lançou a turnê Use Your Illusion no Rock In Rio 2, pra 180 mil pessoas, com setlist inédito que incluía You Could Be Mine, trilha do filme Exterminador do Futuro 2.

Z de ZICO
Rei do Maraca, Zico brilhou com a camisa 10 do Flamengo e se tornou artilheiro do estádio com 333 gols, a maior parte deles agraciados por seus "reflexos lúcidos, dribles desconcertantes e chutes maliciosos", como descreve a canção "Camisa Dez da Gávea" do mestre Jorge Benjor.