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Pra perceber as diferenças entre uma cidade e outra de uma mesma região ou um mesmo país, um tour fotográfico pode dizer muitas coisas, e existe uma tag no Instagram chamada #roundseries que traduz isso muito bem. Com essa tag, as pessoas postam fotos de formas circulares, e é incrível quando você vê que uma forma tão simples como um círculo pode ser preenchida de tantas heranças culturais.

Sendo assim, vou repassar nesse post como Barcelona e Madri podem se divergir em pequenos detalhes que eu pude encontrar quando circulei pelas duas cidades. Como tirei muitas fotos nesse estilo #roundseries, vou dividir este post em mais de uma parte, dando o ponto de partida com as praças, as ruas, os mercados, a gastronomia e os meios de transporte. Fiquem atentos ao blog para ler o restante!




Vamo começar com esses dois prints que tirei no Google Maps, da Plaça de Catalunya, em Barcelona, e da Plaza de Cibeles, em Madri, interseção entre as principais vias das duas cidades, e pontos de celebração de títulos do F.C. Barcelona e do Real Madrid.

Mais simétrica, a Plaza de Cibeles tem a cara da Madri imperial, onde rola um estilo eclético, cores em tom pastel e uma fonte centralizada da deusa grega da fertilidade, Cibeles.


Já a Plaça de Catalunya tem mais a ver com a expansão da cultura catalã. Foi feita tipo como um símbolo das províncias da Catalunha, com as cores vivas do modernismo catalão, e um conjunto de fontes e 28 esculturas, bem na vibe de Barcelona, onde você não precisa entrar em um museu pra ver arte.



Ao Prestar atenção nas calçadas de Madri, não saquei nenhum desenho ou estilo marcante em sua pavimentação. A não por estes tampões de poço com cara de biscoito Negresco, feitas de ferro fundido. Se quiser fotografar, pergunte por "las tapas de registro".


Em Barcelona, o pavimento mais notável fica na região do Passeig de Gràcia, que exibem traços das referências modernistas aplicadas pelo arquiteto Gaudí, com ornamentos florais que você pode ver aí na foto que eu tirei.



Um lugar que quase ninguém indica em Madri é o Mercado de San Miguel, no bairro de Plaza Mayor, que é irado pra quem se liga em gastronomia. A foto é de um detalhe da armação metálica de 1916 do lugar, que tem um visual que lembra uma estação de trem, bem bonito. Dá um confere no blog Viajar Bem e Barato, que foi lá que eu descobri o mercado.

Em Barcelona, o Mercat de Sant Josep (São José) tem mais pinta de mercado que o de San Miguel, com um galpão de pé direito bem elevado. Também conhecido como La Boqueria, o mercado foi inaugurado em 1840, e minha principal referência quando estava em Barcelona foi este post do Passaporte BCN, blog mais completo que vocês podem achar sobre a cidade.




E já que eu falei de comida, no Foodspoting, Yelp ou outros apps com dicas de refeição, Patatas Bravas é um dos pratos mais recomendados em Madri. São batatas fritas em cubo, sempre servidas ao molho picante, com o adicional do tempero de alho e óleo na variação "alioli".

Seguindo a onda do Mar Mediterrâneo, a Catalunha tem vocação pra gastronomia de frutos do mar, que influencia a típica paella. Enquanto a paella original de Valência leva carne de aves ou de coelho, a paella catalana (ou marinera) é feita com mariscos, camarões e polvo, além de arroz e legumes, sempre presentes nas duas variações do prato.




Que tal uma cervejinha pra acompanhar? E se estiver Madri, descarte as fraquíssimas Cruzcampo ou Cibeles, e opte pela Mahou Cinco Estrellas, uma lager leve e pouco encorpada, mas com um pouco mais de aroma que as outras e que favorece o paladar.

Em Barcelona, entram na lista de dispensa a San Miguel e a Moritz, ao contrário da Estrella Damm, uma lager de malte e arroz que supera a Mahou tranquilamente, além de ser a que mais impressiona entre as brejas espanholas. A razão? O aroma do malte, a cor dourada, o amargor do lúpulo dosado no ponto certo, caindo bem com qualquer refeição, gostosa mesmo quando esquenta um pouco. Pra ter uma noção, a Estrella Damm se aproxima mais da Heineken, enquanto a Mahou tá mais pra uma Sub Zero melhorada.




Variando um pouco as bebidas, vamos aos drinks, começando com a sangria, típica em Madri. A sangria madrilenha mistura vinho tinto, limão, pêssego, soda, açúcar e gelo.

Por sua vez, a moda em Barcelona é misturar bebida com Coca-Cola, seja a tradicional cubalibre, com rum, Coca, limão e gelo, ou calimocho, com vinho e Coca, que uns amigos fãs de vinho chamaram de heresia. A galera também chama a cubalibre de cubata, e tem as variações: cubata de vodka, cubata de whiskey...



Essa foto de cima com a letra C invertida, é o logotipo da Cercanías Renfe, serviço de trens interurbanos atendido pela Renfe Operadora, que circula por Madri e pela região metropolitana ao redor da cidade. Em Barcelona, o serviço ferroviário interurbano é conhecido como Rodalies de Catalunya, fornecido pela Ferrocarriles de la Generalidad de Cataluña (FGC).

Do lado direito, é o logo da Transports Metropolitans de Barcelona (TMB), empresa que cuida da rede metroviária, integrando os serviços de metrô, ônibus e funiculares. Em Madri, o mesmo serviço é organizado pelo Consorcio Regional de Transportes de Madrid (CRTM), que integra metrô, ônibus e VLT.
Barcelona (ESP) é uma cidade tão diversificada, que você se satisfaz com qualquer programação. Na cidade de 98 km² e 73 bairros, é bem difícil descartar alguma atividade.

Em um roteiro de um dia na capital da província da Catalunha, tem que se aceitar que ao passar menos de três dias na cidade, você vai deixar muita coisa pra trás.

Dentro das circunstâncias, liste o que há de essencial e divida o passeio em quatro escalas: apreciar Gaudí, guardar Messi na memória, ver o Mar Mediterrâneo e badalar.




ROTEIRO DA MANHÃ: Sagrada Família até a Casa Battló;
Ponto de partida? Metrô Sagrada Família;
Destino final? Metrô Passeig de Gràcia;
Tempo de duração? Em torno de quatro horas (9-13h).


Comece o dia bem cedo, pra desvendar arquitetura modernista e as obras do arquiteto Antoni Gaudí, com a Sagrada Família e os prédios do Passeig de Gràcia, na Dreta de l'Eixample.

Viagem pela Europa

A Sagrada Família é mega concorrida e imperdível. Local mais visitado da Espanha, o "castelinho de areia" simultaneamente neogótico e modernista desperta encanto e curiosidade de muitos, chega a gerar fila pra ver o lado de dentro da basílica. Assim, é bom ir antes de abrir às 9 horas, pra ver a fachada com calma e entrar enquanto ainda está mais vazia.

Onde fica a Sagrada Família? Carrer de Mallorca 401 (funciona de 9-18h).
Quanto custa a entrada? 12 euros.



Já no Passeig de Gràcia, mais traços marcantes do modernismo. Em uma só tacada, você pode admirar as fachadas da Casa Battló e da La Pedrera, ambas de Gaudí; os postes com motivos florais, de Pere Falqués; e a fachada da Casa Amatller, de Domènech i Montaner.


ROTEIRO DA TARDE CAMP NOU: Camp Nou Experience;
Ponto de partida? Metrô Collblanc;
Destino final? Metrô Collblanc;
Tempo de duração? Em torno de três horas (14-17h).


A segunda parada pode ser o Camp Nou Experience, que rola dentro e ao redor do estádio Camp Nou, onde você pode entender o que existe por trás do FC Barcelona, pra torná-lo um clube tão vencedor.


A parte principal é o Museu FCB. Lá, Messi é protagonista. Mas você pode também também ver muitos detalhes das passagens de Romário, Rivaldo, Ronaldinho, entre outros.

Outros pontos altos do tour são os troféus da Uefa Champions League no museu, a loja oficial do Barça com um visual irado e a visita à beira do gramado do Camp Nou, um sonho pra quem ama futebol.

Onde fica o Camp Nou? Carrer d'Aristides Maillol s/n (funciona de 10-20h).
Quanto custa a entrada? 23 euros.


ROTEIRO DA TARDE BARCELONETA: Praia de La Barceloneta;
Ponto de partida? Metrô Ciutadella-Vila Olímpica;
Destino final? Metrô Forum;
Tempo de duração? Em torno de quatro horas (18-22h).


Curte praia? Então depois siga até o balneário de La Barceloneta pra ver o Mar Mediterrâneo. Volte rumo ao Passeig de Colom, tire uma foto da marina, dê um rolê pelas ramblas e feche com um sunset na Plaça de Catalunya, ufa! Tudo isso no mesmo caminho.


Vale lembrar que a noite chega tarde em Barcelona, depois das 22 horas na primavera e no verão, assim dá pra curtir a praia por muito tempo.


ROTEIRO DA NOITE PLAÇA REIAL: Bares do Barri Gótic;
Ponto de partida? Metrô Liceu;
Destino final (*)? use o app Easy Taxi ou tente uma carona no app Uber;
Tempo de duração? À vontade (a partir das 23 horas).


ROTEIRO DA NOITE LA BARCELONETA: Clubes de La Barceloneta;
Ponto de partida? Metrô Ciutadella-Vila Olímpica;
Destino final (*)? Easy Taxi ou Uber;
Tempo de duração? Como você preferir (a partir das 23 horas).


(*) O metrô fica à disposição 24 horas no sábado; na sexta, funciona das 5-2h; e de segunda à quinta, e no domingo, das 5-0h.

Durante a noite, as boas opções se concentram pela Plaça Reial, no Barri Gótic, pra quem quiser beber e gastar pouco, ou volte à La Barceloneta, se estiver na vibe de cair na pista pra dançar.

Situado no el Gótic, o pub Temple Bar é muito agradável, barato, tranquilo, tem futebol ao vivo, ótimo pra parar e beber uma Estrella Damm ou Moritz, um pint irlandês de Guinness ou experimentar um dos coquetéis de cerveja. Também tem comida mexicana.

Perto do Temple Bar, com um perfil mais agitado, há o Polaroid Bar, bom pra madrugar ouvindo um rock latino e bebendo "cervesa català" barata. A decoração do lugar é a cara de Barcelona, com o espírito "anos oitenta" que a galera nativa abraça, no vestuário e no som.

Onde fica o Temple Bar? Carrer de Ferran 6 (funciona de 16-3h).
Preço médio? na faixa de 15 euros.


Onde fica o Polaroid Bar? Carrer dels Còdols 29 (funciona de 19-2:30h).
Preço médio? na faixa de 15 euros.


Ao preferir alguma casa noturna ou lounge, saiba que a grana vai embora fácil. Mas um pouco mais acessível que as outras, em La Barceloneta, rola o Carpe Diem, também conhecido como CDLC, que tem uma pegada meio indiana no ambiente com estátuas de deuses hinduístas, muitas luminárias, mesas ao ar livre e DJ. Pra consumir: alguns drinks, cerveja mexicana Coronita, muito sushi e sanduíche estilo wrap.

Onde fica o Carpe Diem? Pg. Marítim de la Barceloneta 32 (funciona de 12-3h).
Preço médio? na faixa de 40 euros.
Hoje é a véspera da final da Uefa Champions League entre dois times de Madri, e como coincidiu que eu já viria pra Espanha nessa época, decidi passar pela cidade para torcer e visitar o meu time em La Liga: o Real Madrid.

Essa é a segunda vez que eu visito o estádio Santiago Bernabéu, só que dessa vez eu escolhi um horário ruim, pois é o último horário do Tour Bernabéu (19:30h), e os monitores dão uma apressada pra dar tempo de ver tudo.


Mas mesmo rápido, vale a pena. Os troféus, antigos uniformes, telões contando a trajetória do clube, documentos e objetos históricos, as Bolas de Ouro de Figo, Zidane, Ronaldo Fenômeno e Cristiano Ronaldo, está tudo em exposição, no Museu do Real Madrid, dentro do estádio.


A parte mais emocionante sem dúvida fica nas arquibancadas e no banco de reservas, onde dá pra ficar bem perto do gramado. Só é ruim pra tirar foto. Na primeira vez que vim, tinha o sistema de aquecimento da grama no meio do gramado, e desta vez, um telão, pra passar a final da Champions.







Pro final do Tour, tem a loja com itens difíceis de achar no Brasil, como flâmulas e cachecóis (eu comprei um da final nas bancas pela rua), e vale tirar um tempo pra apreciar a arquitetura o estádio, que parece uma nave.

O ticket de entrada do Tour Bernabéu custa 19,90 euros, e o museu abre de 10:30h às 19 horas, entre segunda e sábado, e de 10:30h às 18:30h, em domingos e feriados. Em dia de jogo tem o tour, mas até cinco horas antes da partida.

Vale registrar que é bem difícil achar ingresso pra jogos da liga ou da Champions, que são vendidos antecipadamente. Pra comprar, ou você gasta uma fortuna com cambista, ou compra ingresso de fase mata-mata.


Eu vou assistir a final da Champions em um pub perto da Praça de Cibeles, por que o confronto acontece em Lisboa, e eles não vão transmitir o jogo em local público. Motivo? Evitar conflitos de torcida, pois esse papo de país civilizado não tem torcida é mito...

Os torcedores do Real Madrid são maioria, e a maioria é turista, ou seja, japoneses, indianos e brasileiros (como eu), que não fazem ideia dos cantos do clube, por mais fánatico que seja por futebol... Admito que legal mesmo são os torcedores do Atlético de Madrid, que vão mandando os cantos da torcida onde quer que você cruze com eles.



Estação a caminho dos merengues #RealMadrid #HalaMadrid

Uma foto publicada por Luciano Portela (@lucianomochileiro) em

Embora tenha a forte concorrência de outras cidades espanholas, como Barcelona ou Zaragoza, e outras capitais europeias mais visitadas, Madri tem seus pontos inigualáveis. Dentro disso, acho que é a cidade ideal pra dar o ponto de partida em um mochilão, pela Europa ou pela Espanha.


Se você escolher Madri como a primeira cidade a visitar, vai se impressionar, mas o mesmo não ocorre se for a última. Eu senti isso na primeira vez que visitei a capital espanhola, quando desci pro sul, e a cada cidade o impacto era maior.

Outra vantagem são as facilidades de uma capital, sobretudo quanto ao transporte, coisa que dá pra ver logo que você desembarca. Ao chegar no Aeroporto de Barajas, é possível partir facilmente da estação de metrô Cercanías Aeropuerto T4, anexa ao local, até a localidade que escolhi pra ficar, o bairro Justicia.




Pra sair do aeroporto e seguir até o bairro Justicia, a sequência é a seguinte: pegue um metrô pela linha 8 (L8 Nuevos Ministerios - Aeropuerto T4) até a última estação, a Nuevos Ministerios, onde é necessário fazer a baldeação para a linha 10 (L10 Hospital Infanta Sofía - Puerta del Sur), no sentido Puerta del Sur. Siga até a quarta parada, onde fica o Metrô Tribunal, a menos de 200 metros (dois minutos) do Hostel Era.



Escolhi o Era pra se hospedar pela boa referência em apps, além da proximidade com o metrô, e de atrações, como monumentos, cartões-postais, como o Museo Municipal e o Museo Nacional de Romanticismo, restaurantes ou redes de fast-food internacionais pros mais preguiçosos, e mais um certo perfil boêmio.


O Hostel Era fica a menos de vinte minutos de vários bares, "cervecerías" e baladas, então é possível rodar gastando menos tempo, e consequentemente sem gastar táxi, já que dá pra ir (e vale mais a pena) andando pela cidade. Falando em táxi... dispense pra qualquer coisa! Uma viagem curta de 15 minutos é bem cara, em torno de 25 euros, e o metrô sai muito mais em conta. O bilhete Sencillo Combinado Metro dá o direito de uma viagem, pelo preço de 3 euros.

ROTEIRO DA MANHÃ: Arredores do Palácio Real até a Plaza de España;

Ponto de partida? Metrô Tribunal;
Destino final? Metrô Plaza de España;
Tempo de duração? Em torno de três horas e meia (9-13:30h).


Tome seu café da manhã sem pressa, e vamos então ao roteiro de um dia, embarcando no metrô Tribunal pela linha 1 (L1 Chamartín - Valdecarros) no sentido Valdecarros, para seguir até a estação Gran Vía, onde vocês farão a troca da para a linha 5 (L5 Alameda de Osuna - Casa de Campo) e, no sentido Casa do Campo, vão descer na estação Ópera. É rápido, vocês vão perceber, e aí é só caminhar do metrô Ópera até o Palácio Real de Madri.

Antes, vocês vão cruzar com o Teatro Real, e aí caminhando pela esquerda na Calle de Vergara sigam até a fachada sul do palácio, na Plaza de la Armería pra capturar um ângulo do pátio de honra (do fim do século XIX), e da Catedral de la Almudena.

O rei Filipe VI não mora mais nesse palácio, vive no Palácio da Zarzuela, mas tem o local como residência oficial para o uso em cerimônias. E embora estejam abertas ao público, as salas não tem sua visita incluídas nesse roteiro, por conta de tempo, já que a decoração e as obras de arte merecem ser vistas com calma, em um dia só pra isso. Mas para entrar no palácio, se paga 10 euros.

Na sequência do tour, vá em sentido norte, de encontro aos monumentos das estátuas dos reis, em frente a Plaza de Oriente, e depois ao panorama de mais inspiração do passeio, que são os Jardins de Sabatini, com as árvores muito bem aparadas, de um jeito bem preciso, simetricamente em um formato todo certinho, geométrico. Além de suas fontes, os jardins tem como parte mais vibrante o reflexo no lago entre as árvores.



Para encerrar o passeio, o último ponto é a Plaza de España, ou Praça de Espanha, com uma cara um pouco mais urbana, mas que traz o conjunto de estátuas mais legal de Madri, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes e suas obras, com direito às estátuas de Don Quixote de La Mancha em seu cavalo, junto do fiel escudeiro Sancho Panza, em cima de um burro.

ROTEIRO DA TARDE: Museu do Real Madrid, estádio Santiago Bernabéu e loja oficial do clube;
Ponto de partida? Metrô Plaza de España;
Destino final? Metrô Santiago Bernabéu.
Tempo de duração? Em torno de três horas (14:30h-17:30h).




Agora, pegue o metrô da Linha 10 no sentido Hospital Infanta Sofía, até o metrô Santiago Bernabéu, ao lado do estádio do Real Madrid, com o mesmo nome. Pra visitar o estádio, eu preparei um outro post, que você pode ler clicando aqui.

O tour dentro do estádio dura em torno de uma hora, mas até você chegar do almoço, comprar o ingresso e passar pela loja, gasta um tempo, fora se você demorar demais dentro do museu e do estádio. Quando você para pra ver as taças da Champions League, ficar perto do gramado e escolher o que levar na loja do clube, a empolgação é grande e enrolação é maior ainda.

Se você não gosta de futebol, vá pela arquitetura que impressiona, e se é torcedor do Barcelona, vá pela história. E sobre o estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madrid, eu diria que se for pra visitar em dia que não é de jogo, é perda de tempo, pois o estádio vazio é bem sem graça, além de velho. La Bombonera, do Boca Juniors, ou o estádio Olímpico do Grêmio são mais conservados, pra se ter ideia.


Vá no Vicente Calderón somente em dia de jogo, que aí sim vale mais a pena que o Santiago Bernabéu, pois a torcida do Atleti é bem mais animada que a do Real Madrid. Em sua maioria, os colchoneros (como chamam os torcedores do Atlético) cantam o jogo inteiro, enquanto a torcida madridista é composta por turistas e torcedores de selfie.

ROTEIRO DO FIM DE TARDE E NOITE: Parque del Retiro e Calle de Alcalá;
Ponto de partida? Metrô Santiago Bernabéu;
Destino final? Metrô Santiago Bernabéu.
Tempo de duração? Em torno de três horas e meia (17:30h-22 horas).

Para fechar a tarde (que dura até às 21:30h, 21:40h, no verão), passe pelo Parque del Retiro. É o parque que os madrilenhos usam pra dar aquela corridinha, e os casais e famílias já aproveitam pra relaxar, até por que é uma das áreas verdes que quebram um pouco a rispidez do lado urbano de Madri. Um exemplo disso é o Palácio de Cristal, ponto mais imponente, cercado por ciprestes e pelo do Estanque del Retiro, habitado por cisnes e patos, que dão um toque a mais ao lago artificial, que já é belo por si só. Pra completar, o parque tem o lado histórico, com as estátuas dedicadas aos antigos monarcas, e dizem que o local foi todo detonado, usado como quartel da tropa de Napoleão, no início do século XIX.





O trajeto continua depois pela Puerta de Alcalá e a famosa Plaza de Cibeles, que chama a atenção pela fonte central de estilo neoclássico e o conjunto escultórico, em homenagem à Cibeles, deusa grega da fertilidade. Dois destalhes sobre a praça: um é o prédio do Palácio das Comunicações, que é o prédio dos correios, que mais lembra uma catedral, e o outro detalhe é que esta é a praça das comemorações do Real Madrid e da Seleção Espanhola.

Descendo a Calle de Alcalá, e chegando a hora do pôr do sol, esteja perto do prédio da companhia de seguros Metrópolis, que é o lugar mais incrível da cidade, sobretudo nesse horário. O prédio é muito louco, de estilo neorrenascentista, inaugurado em 1911, com colunas coríntias na fachada, uma cúpula de ardósia e uma estátua de bronze da Fênix embalando uma figura humana feminina. Se puder, leve um tripé, ou algo que deixe a câmera fixa, pra poder fazer um time-lapse, pegando quadro a quadro do contraste do pôr do sol como plano de fundo do prédio da Metrópolis, e depois o edifício todo iluminado à noite, que é muito show.





Já caiu a noite, agora é voltar pro hostel. Vá a pé mesmo, pra sentir o clima da cidade, e de repente até parar num bar pelo caminho, que a quantidade de opções é grande. Caso também você tenha sentido cansaço, e volte antes das 21:30h, siga até a Calle de Augusto Figueroa 24, no Supercor, um supermercardo local dentro do Mercado San Antón, que vai se fazer necessário pelo menos pra comprar água, pois o hostel cobra um valor salgado pela garrafinha, que sai mais caro que uma garrafa de um litro no Supercor.

Agora, sobre o restante da noite, as duas melhores baladas de Madrid estão no Teatro Kapital e no TClub, pra quem curte dançar ao som de música eletrônica e o foco de luzes piscando. O grande lance do TClub é que se trata de uma versão madrilenha do clube Pacha (aquele mesmo de São Paulo e Floripa), enquanto o Kapital oferece sete ambientes diferentes na vibe do que você estiver afim de fazer (house, karaoke, black music, coquetel bar, party music, música latina e lounge).

Ou se preferir algo mais alternativo, barato e próximo ao hostel, vá ao Teatro Alfil para escutar boa música local e estique no Palentino, um bar com a arquitetura que lembra o ambiente de um ônibus velho e um clima de botecão mineiro com bons lanches, galera descontraída, um tiozinho lendário que todo mundo conhece e o melhor: bebida barata. Peça um Pepito de Ternera de lanche (sanduíche de carne) e uma Mahou Cinco Estrellas pra acompanhar, cerveja lager local que é bem leve, mas ao menos tem mais sabor que outras espanholas.
Com um jeito mais tranquilo que outros distritos, Sants-Montjuic ocupa a maior parte de Barcelona, através de uma área de 21,35 km², conhecida por seu aspecto residencial.

A região se concentra ao sul da cidade, reunindo dez bairros diferentes, onde o mais famoso é o de Sants, que divide com o bairro de Les Corts o privilégio de assentar o FC Barcelona.

Então seja para torcer, apreciar ou comprar, veja o que Sants-Montjuic tem a oferecer ao seu roteiro de viagem:

CAMP NOU: o campo do FC Barcelona é palco de grandes espetáculos do futebol mundial. Um dos maiores estádios da Europa, que será reformado para ampliar sua capacidade e receber uma cobertura com detalhes na fachada inspirados nos mosaicos de Antoni Gaudí.

Barcelona

PARC DE L'ESPANYA INDUSTRIAL: um arquiteto em Barcelona deve dominar um projeto como quem domina a arte de compor ou escrever versos. Deve ser assim que os arquitetos Luis Peña Ganchegui, Antón Pagola e Monserrat Ruiz elaboraram o tobogã em forma de dragão e os faróis que iluminam o espelho d'água do Parc de L'Espanya Industrial.

roteiro de viagem

LA VAQUERÍA: Restaurante, discoteca e piano-bar. Tudo em um lugar só pra quem gosta de boa comida, dançar e bater papo ao som de boa música, em um ambiente recolhido e tradicional deste antigo estábulo.

Barcelona

BIKINI CLUB: Clima de nostalgia com muita música dos anos 80 e 90 neste clube do bairro Les Corts que é um dos mais populares de Barcelona.

Barcelona

AVINGUDA, OU AVENIDA DIAGONAL: Para comprar, a região da Avinguda Diagonal possui um oportuno centro comercial. Estabelecimentos como o El Corte Inglés (uma espécie de Lojas Americanas da Espanha) e o shopping L'Illa.

Barcelona