Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Aqui vai uma lista de A a Z, pra você compreender São Paulo melhor, e captar porque essa cidade "da hora" é tão cheia de atrativos, hoje, no dia do 461º aniversário da cidade.

ARTE E CULTURA: A Paulicéia é a terra da Bienal de Arte, da Bienal de Design, da Pinacoteca, de mais de 170 galerias de arte, da Brasil Comic Con, dos concertos da Sala São Paulo, das 282 salas de cinema, de 9 cineclubes e de incontáveis interferências urbanas, dos painéis eletrônicos ao marcante graffiti.


BOÊMIA E BALADA: Os números também impressionam com 20 mil bares e 184 casas noturnas, mas o interessante mesmo é poder virar a noite bebendo, dançando ou curtindo alto e bom som, ao seu gosto, do Baixo Augusta à Vila Madalena, até a noite terminar, como em nenhuma outra cidade do país.

CPTM: Pode ser caro, e a hora do rush é um verdadeiro inferno, mas os trens e metrôs facilitam bastante a vida de quem mora perto das 67 estações de metrô, distribuídas em cinco linhas e comandadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).


DECOLAGENS E DESEMBARQUES: Você pode odiar São Paulo, mas a cidade muitas vezes é um destino inevitável pra quem quer decolar ou vai desembarcar para uma outra cidade ou país. Em 2014, os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos tiveram um fluxo de quase 170 mil desembarques por dia, enquanto o volume diário do Terminal Rodoviário de Tietê gira na faixa de 90 mil pessoas.

ESTILO: Sendo a sede do maior evento de moda do país, a São Paulo Fashion Week, Sampa não podia passar diferente em relação ao estilo e provavelmente é a cidade brasileira onde o modo se vestir está mais ligado à atitude e ao comportamento.


FUTEBOL: A Terra da Garoa certamente também é a Terra do Futebol. No Pacaembu, o passeio é completo, com a visita em volta do campo e no Museu do Futebol recheado de histórias e atividades interativas, mais o chopp do bar O Torcedor e a loja Roxos e Doentes. Independente do clube que você torça, também vale conhecer o Morumbi, estádio do São Paulo, ou as novas arenas do Corinthians ou Palmeiras, e a história dos três clubes. Pros mais fanáticos, uma passada no Canindé (da Portuguesa), na Rua Javari (do Juventus) ou na Comendador Sousa (do Nacional) mostram um lado mais saudosista e romântico do futebol da capital.



GASTRONOMIA: Tá com fome de pizza? Pastel de feira? Feijoada? Sushi? Ou pretende fugir dos clichês e tem vontade de experimentar a culinária croata ou grega? Seja qual for a pedida, São Paulo tem e faz jus ao título de "capital gastronômica do Brasil".


HOTELARIA: Além dos 410 hotéis, São Paulo já possui uma gama de 70 hostels espalhados pela cidade, mais que o triplo registrado no fim de 2011, quando eram apenas 22 hostels.

IMIGRAÇÃO: Um dos fatores determinantes pra uma cultura tão diversificada como a de São Paulo é a imigração, que veio de vários lugares, de forma bem intensa. Até 1914, a cidade abrigou 800 mil italianos. Dados de outros povos indicam que até 1920, haviam chegado 500 mil espanhóis e no começo do século passado, mais de 150 famílias japonesas se instalaram na região. Pra entender a história, visite o vasto acervo do Memorial do Imigrante, no bairro italiano da Mooca.

JARDINS: Uma das áreas mais valorizadas da cidade, a região dos Jardins é onde se concentram alguns dos mais badalados restaurantes, em torno da Rua Bela Cintra, e atrações da noite, pela Rua Augusta, além das grifes da Rua Oscar Freire, pra quem se liga em moda.


KART: Pra variar o contexto desse post, uma dica: se estiver com galera e tempo livre, dê um rolê de kart em uma das sete pistas da cidade. A melhor opção é o Interkart, no estacionamento coberto do Shopping Interlagos. Como é perto do Autódromo de Interlagos, é possível aproveitar e fazer um passeio na famosa pista de Fórmula 1.

LOJAS: Sem dúvidas, é a cidade favorita das compras, com suas 240 mil lojas, 53 shopping centers, além do comércio popular de rua, na região da 25 de Março ou no Brás.

MUSEUS: Pra entender a história e captar a arquitetura da cidade, participar de atividades interativas e apreciar amostras de arte, São Paulo possui 125 museus, onde o MASP, o Museu do Ipiranga, o MAC, o Museu da Língua Portuguesa, o MIS, o MAM e o Museu de Arte Sacra se encontram nas listas dos mais requisitados.



NEGÓCIOS: Não é à toa que São Paulo é conhecida como a capital dos negócios no Brasil. Boa parte das operações financeiras que movem o país acontecem em São Paulo, que é a casa dos maiores bancos e maiores multinacionais presentes na América Latina, recebendo feiras e eventos importantes todos os anos, como o Salão do Automóvel e a Campus Party.


O'MALLEY'S: Se os pubs estão em voga pelo Brasil afora (até aqueles que não são pubs de verdade), com certeza o O'Malley's vai resistir qualquer modinha e se manter firme e fiel às tradições britânicas, como o pint de cerveja sob pressão, o guisado irlandês de cordeiro, rock n' roll e blues ao vivo, e a transmissão de rugby e futebol inglês. A casa tem quase trinta anos e é uma boa pra quem também curte assistir aos jogos de NFL, NBA ou NHL.

PARQUE IBIRAPUERA: Entre seus 103 parques e áreas verdes, o que mais chama a atenção é o Ibirapuera. Com 1,6 milhão de m², o parque apresenta além da área verde e lagos, áreas para shows, restaurantes e exposições, como é o caso do Museu de Arte Moderna (MAM), o Pavilhão da Bienal e a Oca.

QUITANDAS: Quitanda foi a palavra-chave que encontrei pra falar do Mercado Municipal de São Paulo. Ao lado dos queijos, frios, frutas e temperos, pra quem é fã da baixa gastronomia, e não tem problemas cardíacos ou estomacais, o sanduba de mortadela gigante do Bar do Mané é o melhor de todos. Pra quem é chegado em comer pastel nas feiras livres, o pastel de bacalhau do Hocca Bar é uma boa, e quem tá de dieta, leva uma câmera e tire fotos dos vitrais com temas da era rural do início do século XX.

RUAS E AVENIDAS: Apesar de não ter um monumento notável como o Cristo Redentor ou a Torre Eiffel, ou paisagens naturais, como praias ou morros, São Paulo é lembrada por ruas e avenidas tão imponentes e vistosas, como a Avenida Paulista, a Rua Augusta ou a famosa Rua Ipiranga, aquela que cruza com a Avenida São João, na música Sampa, de Caetano Veloso.

SESC: Quer conhecer algum novo talento da MPB ou curtir um filme estilo cineart, por um preço bem acessível, as sedes do SESC (Serviço Social do Comércio) podem ser uma boa. As recomendações... o CineSesc da Augusta, que vende um pãozinho de tapioca irado, e os shows do SESC Pompéia, que também tem choperia.

TEATRO: São Paulo é a capital do teatro, tem gêneros como musicais, dramas e blá blá blá... e ao invés de registrar mais números, vou deixar outra dica. Como as comédias que estão na moda atualmente, vá no Teatro Renaissance, que lá rola o stand-up do Comédia ao Vivo já tem alguns anos. Fica no Jardins, e agora tá com Diogo Portugal, Fábio Rabin, Murilo Gun e Maurício Meireles.

USP: O campus da USP tem tanta coisa pra visitar que por um momento você até esquece que tá dentro de uma universidade, que é a maior da América Latina. Das melhores atrações, as mais legais são as obras de arte do MAC (Picasso, Miró, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari, entre outros), as peças indígenas do Museu de Arqueologia e Etnologia, os esqueletos de animais no Museu de Anatomia Veterinária e as pedras preciosas do Museu de Geociências.

VIRADA CULTURAL: A Virada Cultural é um dos eventos mais fodas de São Paulo, rolando de tudo um pouco, nos quatro cantos do centro da cidade. A maior parte do público se concentra nos shows que rolam em palcos na Avenida São João, na Estação Júlio Prestes, no Largo do Arouche e na Praça da República. Mas tem cinema, teatro, exposição, durante 24 horas, sem parar. Só é necessário ficar esperto com os assaltos, para quem vai sozinho ou muito arrumado.



WILD HORSE MUSIC BAR: Ao lado do Morrison, do Manifesto, do Café Piu Piu e do DJ Club, o Wild Horse se inclui na lista dos variados clubes com rock n' roll de primeira no último volume, preço tranquilo e boa bebida. A casa já tem oito anos e fica no bairro Moema, perto do Shopping Ibirapuera.

XÍCARA DE CAFÉ: No país dos apaixonados e viciados em café, Sampa serve cafés deliciosos até pra quem não gosta de café. Desde as mais badaladinhas, como a Starbucks e a Fran's Café, até as refinadas, com direito a barista, como a Coffe Lab e a Sofá Café, as cafeterias paulistanas valem a pena, nem que seja pra tomar só uma xícara.

YOI! ROLLS & TEMAKI: Aos apaixonados por comida japonesa, principalmente pelo sushi em formato de cone, na rede Yoi! Rolls & Temaki rolam um recheios gostosos. O melhor pra mim é temaki com salmão grelhado, amêndoas, sweet chilli e cream cheese, ponto alto do lanche. Tem umas vinte franquias espalhadas pela cidade.

ZICA: "Zica" é a gíria que mais me faz lembrar São Paulo. Já me disseram que um desavisado qualquer nunca entende quando "zica" é coisa ruim ou coisa boa, só o paulistano. Isso porque "zica" pode ser um adjetivo pra coisa boa ou ruim, equivalente a alguém legal ou azarado, tosco. Outras gírias comuns mais entre paulistanos, do que em outros estados, são as seguintes: "breja" = cerveja; "cola lá" = vai lá; "da hora" = legal, manero; "dar um rolê" = fazer um passeio, uma visita; "embaçado" = complicado; "firmeza" = bacana; "iaê, firmeza" = oi, tudo bem; "mano" = cara, amigo, rapaz; "mina" = garota, moça; "quebrada' = um lugar qualquer; "se pá" = se puder; "uma pá" = um monte, muitos.
No meio dos diferentes modos do brasileiro falar, os sotaques da Região Sudeste são os mais fáceis de identificar e aqueles que mais mudam de um estado pra outro, com exceção do ES, que eu vou explicar no fim.

Quando você ouve um mineiro, carioca ou paulista falando, já saca de primeira quem é quem. E eu fui perceber isso nas primeiras vezes que fui pra fora do sudeste, seja no nordeste e ou no sul.

Viajando, você confunde sotaque de baiano e cearense, vê uma jeito parecido entre gaúcho e catarinense... Porque eles misturam vocabulário, muitos trejeitos são os mesmos, e até a levada das palavras, coisa que não rola no sudeste, onde acontecem algumas particularidades de cada região.




Como uma vez em que fui pro Rio, e como tem muito gringo por lá agora, galera fala tudo em inglês... Eu chegando no meio de uma roda de conversa num bar, ouço a menina dizer "Why?"... E penso: "Ela disse 'why'? Ou eu ouvi mesmo um 'UAI'?!". Falei com a menina, ela caiu na gargalhada e confirmou ser mineira, além do orgulho do "uai". E ela tinha um inglês perfeito, mas foi impossível não perceber o sotaque.

Assim como o "qual é?" (no Whatsapp vira "koeh") do carioca ou o "firrrmeza" do paulistano, o "uai" mineiro é inconfundível. E além de ser o mais gostoso de se ouvir e falar, o vocabulário mineiro é o mais criativo, com alguns termos que só mineiro entende, como é o caso do "trem".

"Trem" é meio que um sinônimo de "coisa" em MG, ou seja, tudo é "trem", inclusive dentro do trem. Uma vez esperando o trem partir em BH, ouvi o camarada carregar uma mala cheia e dizer: "esse trem tá pesado!". Brinquei na hora: "peraí!? Mas qual 'trem' tá pesado? É a mala ou o trem??!"... E essa aí até dava pra entender, mas o difícil é entender o que é "marrado no toco", "biboca" ou "tô na rôia"...



Em algumas viagens, também percebo um lance legal que rola em carioca e o paulista da capital, chamado de paulistano. O pessoal de SP e do RJ não percebe que tem sotaque.

Já cheguei uma vez em um hostel de Salvador, e começando a conversar com uma menina, pergunto: "você é paulistana?". Ela não entendeu como eu percebi, e disse que sentia não ter sotaque.

Pois bem, expliquei que já tinha matado a charada quando ela disse "meeeooo" (meu), mas tem uma peculiaridade do sotaque paulistano que é a ênfase nas vogais "E" e "O", e nas consoantes "N" e "T" (além de puxar um pouco o "R"). Dá pra perceber bem quando falam em gerúndio, tipo "entendêndo", "atendêndo"...

E esse jeito de paulistano falar é bem interessante, porque é quase que uma viagem pra Itália ou um mergulho na história, no período em que a cidade recebeu muitos imigrantes. Essa ênfase que eu falei, você escuta quando um italiano fala. É "caspiTa", "malÊdÊTo", "ma cÔmÔ", "bÔm giÔÔÔRRno. O clássico "meeeooo" é muito Itália.




Agora, também é compreensível o paulistano ou o carioca não perceber que tem sotaque, porque as gírias de São Paulo ou do Rio são muito difundidas. Brasil afora, muita gente já incorporou o "mano", o "se pá" ou o "sussa" de Sampa, e também o "manero", "saquei" e o "boto fé" do carioca... Mas ainda assim, a entonação nas duas cidades é quase que única.

Mas digo a vocês também, que se tem uma gíria carioca que é só carioca, é o tal do "maluco". Certa vez, tava em um bar no Largo da Ordem com um carioca, lá em Curitiba, e ele comenta de um "maluco" gritando na rua. O cara tinha pinta de maluco mesmo, gritando pro nada: "Joãããooo, cadê vocêêêê?". Mas aí, o carioca chama o garçom "ô maluco!", me chama de "maluco", chama o taxista de "maluco", e aí um uruguaio quis entender qual era do "maluco", e o carioca explicou que "maluco" era gíria para "cara", "camarada", e por aí vai.

E pra mim, essa é a grande vantagem do carioquês, que o carioca fala sem frescura e sem medo de ser politicamente incorreto. E o melhor, por não ter frescura, carioca fala palavrão pra c******, levando numa boa. Já vi tiazinha chique de Copacabana falando no supermercado "me dá aqui essa bu****", sem a menor encanação ou sem a intenção de ser mal educada...



Mas quanto ao capixaba... É uma verdadeira incógnita. Eu sou capixaba, e já me disseram que eu falo "cantando igual baiano" (né, Sarah?), que eu falo "igual carioca mas sem puxar o esse", e um brother meu do Rio, me disse que eu sou um "carioca caipira" (?!).

Uma vez, uma tiazinha do interior de Minas falou que sotaque de capixaba era bonito, "porque parece com sotaque de novela". Uma observação bem curiosa, porque na televisão ninguém tem sotaque, e é o que mais dizem de capixaba: "capixaba não tem sotaque".

No entanto, conversando com um professor de português uma vez, ele explicava que "não é que capixaba não tem sotaque, mas é que rola um sotaque parecido com o de Brasília", ou seja, é uma cidade no meio do Brasil, que recebeu muita gente de fora, misturou tudo e hoje parece que não tem sotaque.

É tanto, que na BA se fala "arroz e fêjão" e no RJ se pronuncia "arroiz e feijão", e como o capixaba tá no meio dos dois, Vitória juntou tudo e na cidade se fala "arroiz e fêjão".

O que tem de mais marcante entre os capixabas são as gírias. Por receber muita gente de outros estados, o bacana é que o ES é uma verdadeira feira livre de gírias, onde você de repente você ouve alguém falando um "da hora" paulistano, um "eita porra" baiano ou um "guri" do RS, e nem sabe de onde aquilo surgiu. O capixaba incorpora tanta gíria, que palavras como "pocar", "massa véi", "moqueca", "gastura", você ouve pelo Nordeste, mas lá mesmo as pessoas já entendem como gíria capixaba.

Mas tirando por um panorama geral, essa parada de sotaque serve pra ver como que o Brasil pode ser tão diferente, em um raio de 200 metros. Não só no vocabulário, mas no comportamento, modo de se vestir, modo de encarar a vida, culinária... E por aí, a gente entende que esse papo de "o brasileiro é muito 'isso'" ou "o brasileiro é muito 'aquilo'", não tem nada a ver... Pois, se querer criar rótulos ou esterótipos pra pessoas já é um negócio ultrapassado, fica ainda mais tosco em país de dimensões continentais e com tantas diferenças.

Pra fechar, segue aí um glossário das gírias que foram citadas no texto:

VOCABULÁRIO CAPIXABA:
GASTURA = agonia ou aflição com algo irritante, como um arrastar um giz no quadro-negro ou colocar o dedo na pupila.
MASSA VÉI = uma situação ou coisa legal, bacana...
MOQUECA = peixada. Moqueca é algo que parece comum no vocabulário brasileiro, mas tem lugar na Região Sul que as pessoas só entendem peixada.
POCAR = algo como "mandar muito bem", arrebentar, arrasar. Tem origem da palavra "espocar", aí vale também como estourar.

VOCABULÁRIO CARIOCA:
BOTO FÉ = quer dizer "ah, sim! entendi" ou "concordo contigo".
MALUCO = um sujeito qualquer, cara, amigo.
MANERO = mesma coisa do "massa véi" do capixaba.
QUAL É? = algo como "tudo bem contigo?" ou "como vai você?", tipo um "what's up", em inglês.
SAQUEI = "entendi".

VOCABULÁRIO MINEIRO:
BIBOCA = um lugar muito distante e mal habitado, equivale a um "quinto dos infernos", ou "onde Judas perdeu as botas".
MARRADO NO TOCO = equivale a "estou em um beco sem saída" ou "de mãos atadas".
TÔ NA RÔIA = muito ocupado ou em uma situação complicada.
TREM = um objeto ou coisa qualquer.
UAI = tem vários significados. Por expressar "mas é claro", "não me diga?", uma simples exclamação, dúvida em uma resposta, pra concordar com algo, depende do contexto do diálogo.

VOCABULÁRIO PAULISTA:
FIRMEZA (MANO)? = a mesma coisa do "qual é" carioca, "tudo bem contigo?", "como vai você?"...
MANO = quer dizer cara, camarada, amigo...
MÊO (MEU) = a mesma coisa de "mano".
SE PÁ = equivale a algo como "de repente" ou "se der bobeira".

Confira abaixo, quais os melhores hostels no bairro da Vila Madalena, em São Paulo (SP), de acordo com sua prioridade ou com a ocasião.

PELO CONFORTO:
Em São Paulo é melhor esquecer um pouco o conforto, pois com os atrativos que a cidade tem, é difícil ficar parado nos hostels. Mas se você não dispensa móveis mais descolados e um ambiente mais organizado, o Ô DE CASA, o CASA CLUB, o HI SAMPA HOSTEL e o HEY HOSTEL são as hospedagens mais dedicadas em proporcionar comodidade mesclada com um agradável apelo visual.


Para Mochileiros

PRA PEGAR METRÔ:
O HEY HOSTEL fica a apenas 300 metros da estação Faria Lima, ou seja, com uma caminhada de apenas 5 minutos você já pode pegar o metrô para circular pela cidade. Em dias de chuva essa distância é bastante oportuna.

PRA CONHECER GENTE:
Albergue mais recomendado da região entres as redes sociais e experts em mochilões, o VILA MADALENA HOSTEL geralmente está cheio de gente de diversos locais do Brasil e do mundo, então é bem fácil arranjar companhia pra trocar ideia ou gente com planos em comum de lugares ou eventos.


PRA CAIR NA NOITE:
As melhores opções de bares e baladinhas na Vila Madalena estão entre as ruas Aspicuelta e Inácio Pereira da Rocha. Pra facilitar o acesso ao chegar ou sair, fique no Ô DE CASA ou no CASA CLUB, os dois albergues mais próximos destes arredores.

Veja os endereços e telefones dos albergues:

CASA CLUB
Rua Mourato Coelho, 973
(11) 3798.0051

HEY HOSTEL
Rua Bartolomeu Zunega, 43
(11) 4327.5366


HI SAMPA HOSTEL
Rua Girassol, 519
(11) 3031.6779

Ô DE CASA
Rua Inácio Pereira da Rocha, 385
(11) 3063.5216

VILA MADALENA HOSTEL
Rua Francisco Leitão, 686
(11) 3034.4104

Hoje, a recomendação é o Vila Madalena Hostel. O estabelecimento na verdade está em Pinheiros, em um ponto de concentração de hostels da região. Mas como fica a cerca de 500 metros dos bares e restaurantes da Vila Madalena, a proximidade e a grande procura pelo bairro fez valer a escolha do nome.

A estadia do blog pra avaliar o lugar rolou em um fim de baixa temporada, mas ainda assim em um período que São Paulo costuma receber muitos viajantes, que é o mês de outubro, quando rolam bienais, shows, Fórmula 1, entre outros eventos.

O público que estava no hostel era composto por muitos gringos (alemães, americanos, espanhóis), atrás da Bienal de Artes ou simplesmente pra conhecer a cidade. Além disso, tinha muita gente de passagem rápida, já que rolaram shows do Kiss, Lady Gaga e Slash na época. Deste jeito foi possível perceber que o rodízio de gente é grande, então é bom antecipar a reserva.

O lugar é todo alternativo, tem uma pegada de arte figurativa misturado com uns lances abstratos na decoração, com uns objetos retrô que remetem ao cotidiano do Brasil (bules, artesanato, ferro de passar, imagens de Nossa Senhora) e pinturas que os próprios hóspedes deixam em algumas paredes depois de passar por lá.

De acordo com sua página na internet, o albergue existe há cerca de quatro anos. "Um dos primeiros hostels de São Paulo. Nos tornamos uma referência com grande reconhecimento em revistas, jornais, televisão e sites de viagem", conforme relata seu site.

A sensação que ficou da galera da recepção foi bem agradável. Ao chegar, tinha esquecido uma toalha e me descolaram uma de prontidão (sem cobrar), além de que não tinha muita noção do que fazer e me repassaram boas dicas tanto no dia quanto à noite. E dos gringos que chegam lá, ninguém passa por apuros, pois a equipe desenrola o inglês fluentemente.

Os dormitórios coletivos são mistos, equipados com beliches, ventiladores e lockers, para quatro, oito ou doze pessoas. A estadia mínima é de quinze noites e há a alternativa do quarto de casal.

A internet é distribuída em duas redes, então o acesso longe dos modems é tranquilo. A sala de TV fica junto da área onde é servido o café da manhã, o que facilita na hora de conhecer gente e trocar ideia com outros hóspedes.

A mesa de sinuca também ajuda na hora de fazer uma social ou simplesmente descontrair, sendo que faz uma enorme diferença em noite de chuva. O hostel não tem bar, mas tem bebida pra comprar, e se você não conseguir chegar até o quarto no fim de noite, há redes penduradas do lado de fora.


Vários banheiros ficam espalhados pelo ambiente, um pra cada pessoa, com chuveiro e lavabo, caso tenha gente que se sinta desconfortável em dividir.

A cozinha fica liberada pra cada um preparar sua refeição no fogão ou microondas, e não é necessário pagar pela água. O café da manhã é bem completo, e quem tiver a mesma sorte vai pegar a mesma salada de frutas e os croissants.

O metrô mais próximo é a Estação Clínicas, um ponto negativo, já que a caminhada é um pouco longa. São cerca de dezoito minutos na ladeira da Rua Teodoro Sampaio, pouco mais de 1 km.

Dos albergues da Vila Madadena, não é o mais próximo. Mas como ele é bem frequentado, ninguém fica sozinho, pois não falta companhia pra sair. E se é mais longe dos bares, ao menos é mais perto de comércio e caixas eletrônicos.

E mesmo com a distância com o metrô e a concorrência perto da badalação, o albergue tem uma fama positiva, com nota de 9.1 (0 a 10) no Booking.com e conceito 91% na classificação do HostelWorld. No TripAdvisor, está classificado na 16ª colocação do ranking de São Paulo (SP) com 81%.

Entre os comentários positivos, a galera frisa bastante a questão da hospitalidade e da forma que foi bem recebido, além do café da manhã e a proximidade com supermercados.

Nas críticas, algumas pessoas questionam o preço, visto como caro para os padrões de albergues, já que há outras opções mais em conta nos arredores.

O valor mais em conta é o dos dormitórios de 12 camas, por R$ 60. Enquanto isso, a estadia nos quartos com 8 camas custa R$ 65, nos de 4 camas sai por R$ 70 e o quarto de casal tem preço de R$ 170.

Compensa para quem quer conhecer gente e busca um hostel com boa reputação, e perto de comércio e facilidades deste tipo. Não, se você não abre mão de ficar bem perto da balada e do metrô.