Pra esse post, repassaremos uns itens essenciais de uma bagagem rápida pra homem, em qualquer ocasião. Cada item é relativo ao que não pode faltar em uma bagagem feita de última hora, pra evitar algum deslize ou imprevisto de viagem, seja qual for o lugar.


O QUE LEVAR PRA VESTIR?

No pontapé inicial, vamos abrir com o vestuário, a parte principal da bagagem, que não foge do trivial masculino (t-shirt, jeans e camiseta), mas que merece cada vez mais uma atenção especial, pra não bobear na hora de sair ou fazer uma social.

De cara, não podem faltar t-shirts básicas. E quando eu digo t-shirts básicas são aquelas de cor preta ou branca, independente de ter estampa ou não, evitando tons muito chamativos de preferência, tipo uma camisa verde fluorescente, ou da Seleção, do Flamengo, ou aquela retrô da Laranja Mecânica de 74.

A parada é que camiseta colorida pode chamar a atenção quando você não quer. Camisa de time inclusive é péssima nesse ponto, além de que a gente perde a noção da ocasião, e ninguém quer levar bronca da namorada ou ficante por ir com camisa de time em baladinha mais VIP. Maneirar na gola V aberta também evita chamar a atenção, ainda mais se você for meio Tony Ramos.

Nessas condições, melhor mesmo é escolher t-shirt de cor neutra e gola careca, sem vacilo, que acentua com qualquer outra peça ou evento, e a preta ainda tem a vantagem do risco de manchar ser menor, caso suje do nada.

Uma calça jeans escura é útil pela mesma razão, de poder evitar manchas em alguma situação inoportuna, e por também se ajustar com mais de uma ocasião.



Leve também uma bermuda cargo, boa por vir com vários bolsos, e dá pra carregar pra carregar celular, chave do hostel, carteira... E aí no caso, é bom procurar alguma com material leve, pro caso de molhar.

Mas isso não significa que você deva descartar uma bermuda surf wear, pra uma praia ou uma cachoeira, que elas secam rápido e também não tem risco de encharcar o carro de ninguém.

Repassado o básico, se você viver alguma situação em que tenha que estar um pouco mais bem vestido, dois coringas: camisa masculina e blazer. Além de mostrar um porte bacana e serem bem apresentáveis, as duas peças quebram um galho caso pinte um frio e um casaco não caiba na mochila.




A camisa masculina inclusive é um item que "não pode ficar de fora" e dá "um show de estilo", como diz a Letícia Leal em um post do S.O.S. Solteiros. Clique aqui pra dar uma conferida no post, que também oferece mais detalhes sobre qual tecido ou estilo pode se adequar melhor a você.

Agora, o blazer, requer um pouco mais de cuidado na hora de escolher. Então, pra quem vai comprar pela primeira vez, eu indico esse link do artigo do Canal Masculino, texto do Ricardo Terrazo, e pra ter noção de como usar, clique aqui neste post do Fashionismo, da Thereza Chammas.

Calçado? Botas de couro (pretas, de preferência), que são muito convenientes em chuva. Tênis de solado rasteiro, e com tecido de pano, é meio traiçoeiro, pois acaba molhando geral em chuva, então recomendo levar botas de couro. E novamente, se rolar uma social repentina, uma bota discreta e bem lustrada disfarça a ausência de um sapato social.

E se estiver muito quente? Sandálias de couro podem substituir um tênis ou chinelo, tanto no uso quanto no conforto. Agora, quando digo sandália é aquela no estilo franciscana, e não aquelas papetes do Seninha, do Homem-Aranha, toda emborrachada e desconfortável.

Meia e cueca, eu nem vou abordar, por que, peraê né, falta de vergonha esquecer um dos dois.






NÉCESSAIRE?

Vamos começar propriamente com a nécessaire. Se você não sabe onde comprar uma, normalmente tem sempre umas marcas de produtos pra barba que fazem promoção pra levar um kit que vem com a nécessaire.

Falando na barba, o barbeador é um item básico, e pra espuma, se acabar o creme, lava a cara com água quente pra amaciar a pele e abrir os poros, e aí é se barbear sem creme, na raça, ou faça a espuma com condicionador, que ajuda a amaciar a pele. Tá sem creme pós-barba? Água fria, mermão!

O sabonete líquido pode quebrar um galho pra esse caso da espuma, e também evita melecar a mochila com um sabonete em barra. Desodorante de aerosol também evita acidentes, comparado ao roll-on ou o líquido.

E perfume é bom não só por vaidade, mas no caso do desodorante acabar em uma hora injusta, tá ali o perfume pra salvar. E procure kits que trazem o perfume no tamanho convencional e uma miniatura juntos, que a miniatura cabe melhor em nécessaires.

Pra higiene dental, pasta de dente e fio dental são fundamentais, né. Mas se estiver na correria, então não deixe faltar um enxaguante bucal. Umas três bochechadas já ajudam bastante.

Uma farmácia básica também é legal. Filtro solar pra evitar queimaduras, band-aid pra algum corte inesperado, aquele Engov (maleato de mepiramina) pra evitar ressaca, vitamina C ou um mel com própolis pra se proteger de resfriado, e se comer aquele lanche de beira de estrada e não bater bem, toma um Diosec (cloridrato de loperamida) que corta dor de barriga sem demora.


ACESSÓRIOS E ITENS MENORES?

Tem alguns acessórios e itens menores que são indispensáveis tanto pra homem quanto pra mulher, como os documentos, vouchers da viagem, grana e cartão, um adaptador T para tomadas, um cadeado pros lockers dos hostels, óculos de sol ou de grau, toalha, entre outros.

Ao carregar estes itens, minha sugestão pra caber na mochila é improvisar com pequenas bolsas de multiuso, como gym sacks, luvas de notebook ou porta-óculos, que servem pra colocar muita coisa junto, mas sem amassar, ocupar espaço na mochila ou dificultar na hora de encontrar algo casualmente. Os gym sacks também tem a vantagem de substituir uma mochila menor, caso não sobre nenhum espaço para carregá-la na bagagem.

E particularmente para a toalha, se ainda estiver molhada na hora de ir embora do hostel, você pode dobrá-la e colocá-la dentro de uma luva pra notebook, pelo menos pra não molhar a mochila até estender ela de novo.

ELETRÔNICOS?

A gente fala que mulher se previne demais e leva o mundo dentro de uma bolsa, mas hoje em dia o que tem de cara que não consegue viajar sem TODOS os equipamentos eletrônicos... Vamo maneirar, galera...

É tablet pra leitura, é HD externo pra salvar arquivos, é iPod pra música, é notebook pra escrever (ou pior, é ultrabook), vários recarregadores, e ainda agora tem o tal do smart-watch, o "relógio inteligente". E aí depois o cara chega no hostel desesperado, achando que perdeu algum gadget, como eu já vi acontecer.

Pra evitar tudo isso? Compra um smartphone com display de 5". A tela grande substitui o tablet, os arquivos você joga na nuvem do Dropbox, Google Drive ou One Drive, se precisar de escrever use o computador do hostel, pra recarregar tem carregador portátil e capinha que recarrega, e pra outras funções tem app pra tudo hoje em dia. E neste link vocês podem ver uma lista de apps essenciais pra viagem.


FOTOS?

Mas se o seu caso é tirar fotos, aí é inevitável mesmo levar um equipamento a mais. Então pra se aprofundar um pouco mais, no caso de fotos com smartphone, veja mais detalhes no post deste link, enquanto quem pretende ousar um pouco mais, se aventurando como profissional, leia o artigo deste link, como recomendação.


Depois de um post antigo de volta ao mundo de balão, a galera pediu no Face, e tá aí uma série com os melhores vídeos de balonismo, publicados no YouTube, passando por várias partes do mundo.




ALBUQUERQUE, EUA:



CAPADÓCIA, TURQUIA:



CARDIFF, PAÍS DE GALES



SAFARI EM MASAI MARA, QUÊNIA



TAITUNG, TAIWAN



HIGHLINE SOBRE BALÕES NO DESERTO DE NEVADA, EUA




GATINEAU, CANADÁ

Na alta do dólar, troque um mochilão pro exterior por viagens pelo Brasil


Essa última semana, o dólar atingiu a maior alta desde 2003, chegando a R$ 3,28, o que complica os planos de muita gente que de repente vinha guardando uma grana só pra isso e agora tem que desistir da ideia. Diante da situação complicada, se não há outra saída e você só pode viajar agora, tente compensar a experiência com uma viagem pelo Brasil, pra conciliar uma equilibrada na grana com a oportunidade de viajar, enquanto dias economicamente (e politicamente) melhores não chegam.

Pode ser que bata aquele pensamento de "já conheci tudo pelo país, não tem mais nada a conhecer" ou "tem coisa no exterior que não se faz no Brasil", mas vou tentar dar a ideia aqui de alguns lugares e atividades que podem substituir um rolê fora do país, ou pelo menos tirar a frustração de não poder fazer o esperado tour na gringa.

Vamos pelo mais óbvio, que é o intercâmbio. Rola intercâmbio no Brasil?? Olha, se sua intenção é explorar o seu inglês, sim... no Rio de Janeiro (RJ)! Bem antes da Copa, o Rio já vinha recebendo mais e mais gringos, ganhando um perfil bem parecido de outras cidades cosmopolitas como Barcelona ou Nova York. Basta você se hospedar em um hostel em Copacabana, Ipanema ou Leblon, que você vai falar muito inglês, mais que qualquer outra língua, com gente dos EUA, França, Austrália, Alemanha, Itália, República Tcheca, Romênia... e quase ninguém do Brasil. Veja opções de albergues cariocas neste link.

Outra experiência que dizem ser impossível ter em outro lugar é um safári na África. Talvez a paisagem e fauna realmente sejam inigualáveis, mas dá pra dizer que o Pantanal tem uma vibe tão exótica e experiências tão vibrantes como na selva africana, caso do safári pra ver jacarés, aves e onças, como você pode ver nesse outro post.



É do surf? Quer ir pro Havaí? Espera mais um pouco... e vai pra Maresias, em São Sebastião (SP), que é a terra do campeão mundial Gabriel Medina, ou pra muitos outros picos por aqui, que chamam a atenção de brazucas e gringos, como Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha (PE), Saquarema (RJ), Itacaré (BA), Maracaípe, em Porto de Galinhas (PE), Praia Mole, em Florianópolis (SC), e vários outros.

Mas se seu lance é o clima de Europa... Durante a baixa temporada do inverno, busque as cidades serranas com chalés, o friozinho e a cara de Suíça, como Campos do Jordão (SP), Gramado (RS), Canela (RS) ou Monte Verde (MG). Vale também caçar as cidades colonizadas por pomeranos, povo situado entre a Alemanha e a Polônia que imigrou pro Brasil no fim do século XIX, que tem suas tradições fortemente preservadas em Pomerode (SC) e em Santa Maria de Jetibá (ES).

Inclusive no ES, perto de Santa Maria de Jetibá, tem a cidade de Domingos Martins, que foi colonizada por pomeranos, alemães e italianos. É uma das cidades mais lindas do ES, boa pra beber vinho, fazer trilha, apreciar as montanhas e passear de trem, que segue até Viana, na Região Metropolitana de Vitória.



Quem sonha com um expresso europeu, também pode matar a vontade com o trem que parte de Belo Horizonte (MG) à Vitória (ES). Não é tão rápido ou luxuoso, mas tem suas peculiaridades. Explico mais nesse post.

Quem viaja pensando em arquitetura e costumes, pra substituir a Europa, há que se recomendar Curitiba (PR). O modo de se vestir já é bem europeu, com todo mundo arrumado por causa do frio. A feirinha da Praça da Espanha lembra o Mercado del Rastro, em Madri, enquanto a feirinha do Largo da Ordem pode se dizer que é uma versão tropical da Tiergarten Flohmarkt, de Berlim. E no Largo da Ordem também dá pra perceber a semelhança com a arquitetura de algumas metrópoles alemãs, pelas fachadas e o chão de paralelepípedo nas ruas. Quer sentir um gostinho do que seria visitar um jardim na França? Então passe pelas áreas verdes bens planejadas do Jardim Botânico e da Ópera de Arame. Pra completar, o transporte público funciona muito bem, e salvo a hora do rush, é mesmo modelo e o melhor do Brasil.



Também é possível ter um pedaço da Ásia sob seus pés, na região da Liberdade, em São Paulo (SP). Seria um pedaço da Ásia, ou de Nova York, já que a Liberdade seria uma versão paulistana de Chinatown, seguindo a regra das grandes metrópoles de quase sempre ter um bairro oriental. Na Rua Galvão Bueno, você vê aqueles portais e lanternas orientais bem típicas do Japão e da China, e dentro do bairro, chamam a atenção as lojinhas de produtos orientais (com letreiro em ideogramas) e restaurantes com bastante sushi, temaki, tempura, yakissoba, guioza. Outra ideia é ficar ligado quando rola o ano novo chinês, pra ver as alegorias e cores temáticos, que celebram a virada que ocorre do outro lado do mundo.

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São Paulo também serve pra substituir a variedade gastronômica de Nova York ou Tóquio, com restaurantes de comida italiana, portuguesa, árabe, espanhola, argentina, indiana, alemã, grega, francesa, mexicana, tailandesa, coreana, uruguaia, suíça... Aé, tem comida brasileira e pizza também.

Poderia citar Sampa como boa opção de bares, pubs e rock n' roll, mas essa vou deixar pra BH. Já tem uns bons anos, que a capital de MG criou uma vocação pra fazer você se sentir um pouco em Liverpool, com as covers de Beatles como a Hocus Pocus e a Anthology, e até mesmo com Sir Paul McCartney dizendo "uai", em um show de 2013. Fora que Belo Horizonte é uma filial de Seattle, com várias covers de Pearl Jam e Foo Fighters, além do seu lado Los Angeles, o lado Londres, o lado Dublin, o lado Detroit, e por aí vai... Tudo nos principais pubs da cidade: Lord, Jack, Circus, Collins, Stonehenge, Amsterdam, entre outros que você pode ver a programação e pensar em um roteiro nesse link, do site BH Rocking.



Fechando a conta e passando a régua, aos caçadores de cartões-postais, vocês também podem soltar a imaginação que não vão se decepcionar em ver o Maracanã como nossa versão do Coliseu de Roma, o Cristo Redentor que é mais bonito que a Estátua da Liberdade de Nova York, a Ponte Hercílio Luz em Floripa, que supre um pouco a vontade de ver a Ponte de San Francisco (EUA), e quem não vai à Paris (FRA), pode trocar o Arco do Triunfo pelo Monumento aos Expedicionários, em Porto Alegre (RS) ou o Museu do Louvre pelo Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho (MG), pertim de BH.

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NÃO PROCURAR O PREÇO MAIS BARATO DA PASSAGEM

Na hora de comprar passagem aérea, tire um tempo e pesquise bem. Não caia nessa teoria de "época certa pra comprar passagem", pois os preços variam o tempo todo, e é possível pagar um preço muito bom mesmo sem antecedência, dependendo da oferta ou da companhia aérea. Basta pesquisar antes.

Não existe outra receita. Vá até as redes sociais de companhias aéreas e veja se tem alguma promoção, ou nas ferramentas de pesquisa do Google, busque "promoção passagem aérea" e filtre "nas últimas 24 horas" dentro da data. Além disso, tem aplicativos como Skyscanner e Decolar, programas de milhagem, e a compra em ida e volta, que também ajudam a baratear o valor.


NÃO REDUZIR BAGAGEM

Esse é um clássico: evite carregar coisas que você não vai usar na bagagem. É algo tão clichê que o vacilo já é imperdoável. O peso em excesso não é bom nem pros turistas de mala, que pagam taxa de excesso de bagagem, e muito pior para mochileiros, que tem que carregar todo peso nas costas com uma cargueira.

Existem três truques pra se evitar isso. Um é dobrar seus itens na hora de fazer a bagagem, e aí no final, você tira metade. O outro é pensar na sua programação, por exemplo, se você vai sair à noite ou se vai fazer frio. E o último são os aplicativos pra arrumar bagagem, como pode ser visto neste post.


NÃO CONFERIR O CLIMA ANTES DA VIAGEM

Me aprofundando sobre o que eu disse, a respeito de "fazer frio", sempre olhe a meteorologia e o clima do lugar antes de viajar pra qualquer lugar. Afinal, não se vai para o Pantanal no verão, pois é quando mais chove, e muito menos para Dubai entre julho e agosto, que o calor tá de rachar, ou para Moscou em janeiro, virar picolé.

Os guias de viagem normalmente sempre trazem alguma seção sobre "o período mais chuvosa da cidade", ou "a melhor época para se viajar". Ou pesquise sites de meteorologia, que sempre oferecem algum gráfico com temperatura, umidade e índice de chuvas no decorrer do ano.


NÃO FICAR EM HOSTEL POR PURA MORDOMIA

Nunca deixe de ficar em hostel por causa da "comodidade do lugar", e abra mão dessa conversa de "gosto de privacidade" ou "não quero passar perrengue", que cada vez mais, hostel tá bem distante de sinônimo de falta de conforto.

Hoje em dia, tem hostel de tudo quanto é tipo, às vezes melhor que muito hotel ou pousada, como vocês podem ver em aplicativos como o Hostelworld, o Booking ou o Trip Advisor... fora, o preço, e as amizades que você faz em hostel, que a maioria das vezes valem mais do que uma selfie "forever alone" em um ponto turístico.


NÃO CHECAR A SEGURANÇA

Preste atenção em todos os cuidados que você deve ter antes de viajar para não ser roubado, não perder nada, não se perder em algum lugar, não levar golpes... Enfim, fique atento quanto à sua segurança, principalmente se você viaja sozinho. Se possível faça uma lista de cuidados que você deve ter.

Óbvio que você não deve ficar cheio de noias e deixar de aproveitar a viagem, mas há uma série de cautelas a se tomar como: avisar amigos e família sobre seu destino (faça check-ins no app Swarm), prender uma tag identificadora de bagagem com dados pessoais (nome, cel e endereço) na mochila, pesquisar no Google News se rola muito assalto onde você vai, evitar dar uma de desbravador e ir em lugares que você não conhece ou com pouco movimento, fingir sotaque ao pegar táxi, levar cadeado pra guardar suas coisas nos armários dos hostels, manter seu dinheiro e cartão em local bem reservado e evitar carregar grandes quantias no bolso, instalar aplicativos anti-furto, guardar aquele smartphone velho pro caso de roubarem o principal, entre outros...


Uma dica extra é pra aqueles mochileiros mais castigados e que gostam de um perrengue na hora de dormir ao luar. Tipo, se você vai acampar, pelamordedeus: GPS ou bússola é item fundamental. E se você pretende dormir na rodoviária, avise os funcionários e guardinhas que você pretende passar a noite ali pra não acontecer imprevistos.

NÃO DESCANSAR

Descanse, sempre que possível, pois a maior besteira do mundo é esse papo de "aproveitar cada instante" ou "deixa pra dormir em casa", e aí chega no dia seguinte e você não tem energia suficiente pra curtir o lugar.

Não precisa tirar aquela pestana longa que você tira em casa, mas se você acha que dormir é perda de tempo em viagem, então pelo menos tire um cochilo de no mínimo uma hora e meia, ou duas horas, por que você tem que repor energias em alguma hora.


NÃO FAZER COISAS QUE "SÃO DE TURISTA"

Esse backpacker style ou os papos de mochileiros são coisas agradáveis, senão esse blog não existiria, mas fuja de chavões como "coisa de turista", pois é outra bobagem essa história de "não faço coisa que é turista e não de mochileiro".

Se você "não visita museu por ser coisa de turista", pode deixar de conhecer um bem interativo como o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo... Se você "não vai a cartões-postais por ser coisa de turista", pode deixar escapar um ângulo diferente do Cristo Redentor ou da Torre Eiffel... Se você "não compra souvenirs por ser coisa de turista", pode deixar pra trás uma boa lembrança da viagem...

Lembre-se que esse lance de "coisa de turista", normalmente é formado por opinião dos outros, e você só vai saber se vale a pena ou não passar por determinada experiência de viagem se você mesmo for lá e conferir como a coisa é.

Ah! E pra quem acha que mala é coisa de turista, saiba que muitas vezes ela se faz necessária, então dependendo do caso, deixe sim a mochila de lado, e carregue suas coisas na mala, principalmente se for um rolê mais urbano. Ainda mais se você prefere mala por questão de estilo, dê uma passada nessas lojas de bagagem que vai ver que tem muita mala com design descolado.
Onde comprar, as configurações técnicas, preço, e tudo que você pode obter de informações antes de adquirir a câmera de ação GoPro, no modelo HERO3+ Black Edition. Leia logo abaixo:




QUANDO FOI LANÇADA? A HERO3+ Black Edition surgiu em outubro de 2013. Seu modelo antecessor é a GoPro HERO3.

ESPECIFICAÇÕES:
Resolução: 12 megapixels;
Proporção das fotos: 3.840 × 2.160 pixels (Ultra HD/4K);
Proporção dos vídeos: 3.840 × 2.160 pixels (Ultra HD/4K);
Lente: f/2.8 de seis elementos;
Velocidade do Obturador: 1/2000;
Alcance do Foco: 30cm~infinito;
Tecnologia: bateria recarregável, microSD de até 64GB e acesso à wi-fi.


#BLZ? Nitidez das fotos e vídeos é incomparável; modos de disparo versáteis; modos de captura com resolução em Ultra HD; acessórios pra suporte muito úteis; caixinha à prova d'água é bastante resistente; tamanho pequeno, muito tranquila de carregar; altas taxas de quadros de resolução HD padrão; aumento de 30% na bateria comparada à carga da versão anterior.

#SQN? não deixe de ter cuidado com as pequenas peças, são fáceis de perder; no modo de vídeo em 4K (Ultra HD), o ritmo é meio lento, com velocidade de apenas 15 quadros por segundo (fps); microfone externo exige adaptador USB; vida útil da bateria ainda é um pouco curta; mau desempenho em ambientes escuros.


QUANTO CUSTA?
O custo varia entre 1.805 reais e 2.499 reais. Vale bastante o investimento, sobretudo se você quer fazer selfies com fotos de ação. E é provável que a fabricante lance um novo modelo até o fim deste ano, o que deve resultar em uma queda considerável no preço.

ONDE COMPRAR?
Pra não ter problema com atendimento, pagamento e entrega, as melhores opções são as lojas virtuais, como Saraiva, Shoptime ou Submarino, e as lojas esportivas como Centauro e Netshoes.

Não recomendamos comprar nestas importadoras desconhecidas ou grandes redes varejistas, que costumam dar enormes dores de cabeça por conta de problemas de estoque ou descumprimento de prazo.



Pra celebrar os 450 do Rio, ao invés de fazer um A a Z da Cidade Maravilhosa, vou desenrolar aqui uma lista do que eu mais curto na cidade, que é o Maracanã, com o perdão da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Parque Lage, que também tem certa preferência. Quando você chega no estádio, sente uma energia diferente, um impacto proporcionado pela beleza, pela imensidão e o peso de sua história, então achei que seria uma justa homenagem ao #Rio450, este abecedário de tudo que você precisa saber antes de visitar o Maracanã:

A de ANTIGA GERAL
A antiga geral era o setor popular do estádio, onde as pessoas viam o jogo de pé. Com as reformas na década de 2000, a geral virou o setor das cadeiras inferiores, que agora é o mais caro.

B de BODE CHEIROSO
O Bar Macaense, conhecido como Bode Cheiroso, é um legítimo boteco "copo sujo" (no bom sentido), a 15 minutos (1,9 km) do Maraca. Tem cerveja gelada, caldo de mocotó e sardinha com legumes.

C de COPA DO MUNDO
O estádio foi sede das Copas de 1950 e 2014, sempre recebendo a final. Em 1950, recorde de público, com o registro de 199.854 torcedores, mas relatos garantem que passava de 200 mil.






D de DINAMITE
Ídolo do Vasco e maior goleador do Brasileirão, Roberto Dinamite é o centroavante que mais balançou as redes, com 196 gols. Já na lista de todos os jogadores, Dinamite é o vice-artilheiro.



E de ESTÁTUA DO BELLINI
Situada em frente à rampa do Setor Leste, onde cruza a Avenida Maracanã, a Estátua do Bellini é o principal ponto de referência do estádio. A escultura é de 1960, obra de Matheus Fernandes.

F de FLA-FLU
Disputado 233 vezes no Maracanã, o Fla-Flu é o mais recordado dos 6 maiores clássicos do RJ, pelas cores, pela história, pelas crônicas e por ser sinônimo de rivalidade até em dicionário.

G de GARRINCHA
Na era do "preto e branco", nada foi mais emblemático que os dribles de Garrincha. Para muitos, o maior depois de Pelé, Mané fez do Botafogo, o maior time do RJ na década de 60.






H de HÉLIO GRACIE
Bem antes do UFC, o mestre Hélio Gracie encarou dois judocas no Maracanã, 30 kg mais pesados. Foi na década de 50, que ele confirmou seu ímpeto destemido e as virtudes do jiu-jitsu brasileiro.

I de INVASÃO CORINTIANA
A torcida do Timão invadiu o Maraca no Brasileiro de 1976, com 70 mil corintianos em um público de 146.043, e no Mundial de Clubes de 2000, com 30 mil corintianos no meio de 73 mil pessoas.

J de JOÃO PAULO II
Pontífice da Igreja Católica entre 1978 e 2005, o Papa João Paulo II realizou duas missas campais no Maracanã, durantes suas visitas ao Brasil nos anos de 1985 e 1990.

K de KISS
No dia 18 de junho de 1983, o KISS reuniu 250 mil espectadores na turnê Creatures of the Night, registrando o maior público em shows, tanto da história do Maracanã quanto da história do KISS.

L de LÍNGUA TUPI
A palavra Maracanã tem origem da língua tupi-guarani e quer dizer “semelhante a um chocalho”, xará do maracanã-guaçu, pássaro que antes rondava o local fazendo sons parecidos com de um chocalho.




M de MÁRIO FILHO
Escritor e jornalista, o flamenguista Mário Filho deu nome ao estádio por sua forte ligação e apoio ao projeto no fim da década de 1940. Célebre nas palavras, criou o termo Fla-Flu, em 1933.

“O Fla-Flu é um jogo para sempre, não é um jogo para um século, um século é muito pouco para a sede e a fome do Fla-Flu", Mário Filho (1908-1966).

N de NELSON RODRIGUES
Uma das maiores referências na dramaturgia brasileira, o tricolor Nelson Rodrigues revolucionou a forma de falar de futebol e do Maracanã na crônica esportiva, sendo citado até hoje.

“O Fla-Flu não tem começo. O Fla-Flu não tem fim. O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada. E aí então as multidões despertaram”, Nelson Rodrigues (1912-1980).

O de OBRAS
Segundo O Globo, a obra inicial custou R$ 235,5 milhões, em valor corrigido. A reforma para o Mundial de 2000 saiu por R$ 106 milhões (cálculo inicial: R$ 52 milhões) e para o Pan de 2007 ficou por R$ 304 milhões (cálculo inicial: R$ 67 milhões). Pra fechar, a obra pra Copa de 2014, com custo inicial de R$ 705 milhões, mas que no fim beirou R$ 1,5 bilhão.



P de PELÉ
Maior jogador de todos os tempos, o Rei Pelé fez lotar o Maracanã com seu Santos muitas vezes. Entre os feitos mais marcantes, os cariocas viram Pelé ser campeão mundial pelo Peixe em 1962 e o seu famoso milésimo gol, em 1969.

Q de QUARENTINHA
No embalo do Botafogo da década de 60, Quarentinha usou a sua forte canhota diversas vezes, entre seus 95 gols que o fizeram maior artilheiro alvinegro no estádio.

R de ROMÁRIO
Neste terreno, a grande área teve um só dono: Romário. Quem viveu a década de 90, não esquece da atuação histórica do Baixinho contra o Uruguai, nas Eliminatórias, quando levou o Brasil para a Copa do Tetra. Jogando pela Seleção e por Flamengo, Fluminense e Vasco, marcou 180 gols neste campo.

S de SINATRA
Se hoje grandes bandas e artistas tocam no Maracanã, agradeçam a Frank Sinatra. Um dos maiores intérpretes da história, Sinatra cantou para 175 mil pessoas em janeiro de 1980, superando a falta de estrutura e abrindo as portas para outros grandes shows no Brasil.




T de TOUR
O Tour do Maracanã é feito todos os dias, de 9 às 17 horas, durando uma hora. Recomendo o tour sem guia, que é mais barato e você pode ficar avistando o gramado por mais tempo. O tour sem guia custa R$ 24, a inteira, e R$ 12, a meia, entre segundas e quintas, e R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia, nos outros dias.

U de UERJ
A Universidade do Estado do RJ é uma mais conceituadas do Brasil, e tem seu campus principal do lado do Maracanã, de onde é possível ter uma vista bacana do estádio.

V de VOZ
Desde o sistema de som, com o saudoso locutor Victório Gutemberg Volpato avisando que "a Suderj informa", até os bordões do radialista Waldir Amaral, dizendo que "o relógio marca", o Maracanã teve várias vozes marcantes que ecoavam ao lado dos cantos das torcidas. Não posso deixar de falar também do meu ídolo José Carlos Araújo e o famoso "apite comigo galera".

W de WALDO
Nenhum outro craque tricolor concluiu mais vezes que Waldo no Maracanã, com um total de 94 gols. Conhecido por sua velocidade e por ser bom de cabeça, Waldo também é o maior artilheiro do Flu, com 319 gols.



X de XUXU
Não disputaram Copa, não ganharam Bola de Ouro, mas fizeram história no Maraca. Falo dos jogadores folclóricos, que merecem uma menção honrosa, como é o caso de Iranildo Xuxu, Super Ézio, Cocada, Fio Maravilha, Odvan, Jacozinho, Quiñónez, Afonsinho, Paulo Borges, Perivaldo, Beto Cachaça, Valdir Bigode, Cafuringa, Obina, Paulinho Criciúma, Bujica, Mauricinho, Dimba, entre outros que trazem aquela nostalgia bacana.

Y de YOU COULD BE MINE
Em 1991, o Guns N' Roses lançou a turnê Use Your Illusion no Rock In Rio 2, pra 180 mil pessoas, com setlist inédito que incluía You Could Be Mine, trilha do filme Exterminador do Futuro 2.

Z de ZICO
Rei do Maraca, Zico brilhou com a camisa 10 do Flamengo e se tornou artilheiro do estádio com 333 gols, a maior parte deles agraciados por seus "reflexos lúcidos, dribles desconcertantes e chutes maliciosos", como descreve a canção "Camisa Dez da Gávea" do mestre Jorge Benjor.



Durante um papo de boteco, em um mochilão desse verão, eu falava a respeito das modinhas que me deparei viajando... E debatendo, levantei uma ideia: e se a gente guardasse essas modinhas em uma cápsula do tempo e olhasse depois de um ano quais tendências vingaram ou evaporaram?

Pois bem, então vamos fingir que esse post é a tal cápsula do tempo. Vou listar aqui as modinhas desse Verão 2015, que encontrei percorrendo as praias por aí e daqui há um ano, a gente vê no que isso tudo deu.

A princípio, impossível não falar do pau de selfie. Aliás, a discussão sobre o nome já virou modinha, né? "É pau ou é bastão?". Ah, que medo é esse de piadas de duplo sentido e do politicamente incorreto?!

O pau ou bastão de selfie (tanto faz) é bem útil. Mas pra mim serve mais pra tirar fotos em grupo, porque quando estou sozinho, esticar o braço já me serve o bastante. A não ser no Cristo Redentor, onde tem dia que todo mundo se acotovela, e não há espaço nem pra esticar o braço. Mas eu acho que essa modinha dura.

Outra modinha é a sofrência. Peraí? Não sabe do que eu tô falando? Então em que raio de caverna você passou o fim de ano e o carnaval, que não ouviu Cristiano Araújo? Israel Novaes? Pablo do Arrocha? Pode ser que você odeie, mas Porque Homem Não Chora do Pablo bombou nos trios de Salvador, em blocos do Rio, no carnaval universitário em Ouro Preto (MG) ou Diamantina (MG)... E passando por São Paulo há pouco tempo, soube até de uma banda que fez uma versão metal. A banda é a Seven Seals of The Apocalypse:



Eu acho que a "sofrência" vingará, ou no mínimo vai ganhar umas variantes... Quem sabe vira "sofrência universitária" ou "sofrência ostentação"? Deve perdurar também no histórico do seu WhatsApp, com os vários vídeos repassados por aí sob a trilha sonora de Pablo, como esse:



Food Truck! Se você não gosta de modinhas, fica a sugestão pra dar o braço a torcer aos food trucks. Pra quem não conhece, a tendência é meio que uma repaginada naqueles antigos trailers de lanches, mas com um algo a mais, já que servem tanto lanches quanto comida gourmet, por um preço mais tranquilo.

Acho que vai perdurar pela forma que os food trucks tem se organizado, sobretudo com eventos, como o 1º Encontro Nacional de Food Trucks, que rolou durante o primeiro finds de fevereiro no Rio, com trucks de RJ, SP, BH e Brasília. Tem rolado um esforço também pra manter os food trucks regularizados, e pra quem tiver na vibe de montar um pesquise a Lei 15.947/2013 em SP, e a PL 808/2014 no RJ.



Da série modinhas que talvez não passem desse verão, minha aposta são as paletas mexicanas, que sinceramente, eu não sei se vieram pra disponibilizar uma sobremesa diferente, ou pra cobrar mais caro por um picolé.

Se você passar por Vitória (ES) ou Vila Velha (ES), vale mais experimentar um picolé ou sorvete da Ajellso, famosos na região e baratos. E eu sei também que já tem tanta gente comentando os altos preços das paletas, que acabou virando esquete do Porta dos Fundos, no vídeo "Sorvete".



Agora, minha dúvida se vai durar ou não é modinha do stand-up paddle (SUP), o surf a remo, porque é uma atividade bastante agradável e segura, pra quem tem dificuldade de se adaptar a outros esportes de prancha, como surfe, body board ou kitesurfe. Afinal, como a prancha é maior e mais fácil de equilibrar, basta subir e remar.

Minha previsão pro stand-up é que a modinha vai passar pros mais empolgados, mas fica pra aqueles apaixonados por esporte ou adeptos de aventura. Falando nisso, uma amiga de São Sebastião (SP) me disse que é fácil diferenciar quem é modinha dos verdadeiros praticantes de stand-up paddle: só os modinhas chamam o esporte de "stand-up paddle", pois os praticantes pra valer chamam apenas de "SUP"!


Se você está à espera de grana pra dar um rolê de trem pela Europa, saiba que tem como ter um gostinho dessa jornada aqui no Brasil, gastando bem pouco. Ainda que não exiba tanto luxo ou a velocidade dos trens europeus, a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) satisfaz quem viaja com uma experiência rara e bem agradável, e eu vou dizer porquê.

O primeiro motivo é a chance de poder cruzar dois estados de trem, viajando de MG até o ES, algo que é um privilégio em um país que investe muito pouco em malhas ferroviárias para passeio.

O trem percorre 664 quilômetros, entre Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES), parando em dezenove cidades mineiras e seis cidades capixabas, onde se espalham as 32 estações.

Até 1998, era possível viajar do RJ até SP, através do chamado Trem de Prata. Mas os problemas de manutenção, o serviço ruim e o preço alto das passagens deram fim à jornada.



Falando nisso, o valor da passagem é um atrativo e tanto. Enquanto a viagem de ônibus convencional de BH à Vitória sai na faixa de 90 dilmas (com as sacudidas das curvas da BR-262), de trem o bilhete na classe executiva custa 91 dilmas, e na econômica apenas 58 dilmas.

Outra vantagem é que a Vale do Rio Doce, que mantém o passeio, trocou os vagões por uma frota mais confortável e mais prática que a anterior.

Depois da mudança, todos os vagões agora têm tomada, poltrona reclinável mais espaçosa (aleluia!), e uma mesinha de apoio pra notebook ou refeições. Pra ficar perfeito só faltava uma internet wi-fi. Fica aê a dica, que tá difícil se contentar com o 3G, que só funciona nas paradas das estações.



Entre os vagões, o carro-restaurante quebra um grande galho. Diferente dos busões, que a gente tem que esperar horas pra chegar em algum posto pra comer, no trem da EFVM dá pra comer de boa, nas mesinhas do restaurante. O cardápio não foge muito da comida de beira de estrada, mas ao menos não é uma facada como nos postos da Graal.

Comparando também com ônibus, mais um benefício é a questão da higiene e limpeza. O trem conta com uma galera que mantém os banheiros sempre limpos, tirando aí o risco de mal cheiro ou surpresas desagradáveis.

Agora, para os Flickeiros e Instagramers, vamos a melhor parte, que é paisagem natural com vales e montanhas pra registrar em fotos, ao redor do Rio Doce, ponto de convergência que liga os dois estados e atravessa a maior parte da ferrovia.



Se a intenção é só fotografar, a sugestão é fazer o trajeto que sai de Belo Horizonte, já que é em MG que você encontrará o melhor panorama, enquanto o dia ainda está claro, e saindo de Vitória, você perderá as paisagens mais interessantes na chegada ao anoitecer em BH.

Pouco depois de Belo Horizonte, o primeiro click pode ser feito na Serra do Gongo Soco, no município de Barão de Cocais. Tente sentar do lado direito do comboio, ou vá para uma das partes abertas entre um vagão e outro, onde é possível avistar a mina a céu aberto que impressiona pela imensa cratera cravada por corredores, utilizados para a extração de minério.

Na sequência, antes da estação João Monlevade, entre as cidade de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo, outro ponto bacana é a Ponte do Peti. Com dimensões de 30 metros de altura e 428 metros de comprimento, a ponte chama a atenção pela imponência dos pilares sobre as águas da represa da Usina Hidrelétrica do Peti.



Depois de cruzar mais vales e túneis, o ponto alto quando o trem se aproxima da divisa entre MG e o ES. Ainda na parte mineira, há a represa de Aimorés, que reflete bem as formações rochosas que a cercam e o céu, que dependendo da época e do tempo, pode te presentear com variados tons de laranja no momento em que o trem passa, lá pelo fim da tarde.



A escolha da parada final é outro fator que serve como algo a mais pra fazer valer a viagem, mas neste caso, o roteiro é ao seu gosto. Você pode fazer um tour pelos pubs de rock de BH, desfrutar da gastronomia de Vitória, rica em pescados, fast-food e comida de boteco, pegar uma trilha pra subir o Pico do Ibituruna em Governador Valadares (MG), ou descer em Ibiraçu (ES) e ficar um dia pra conhecer o mosteiro zen budista. Opções não faltam.

Como desenlace, tenho que falar que a maior razão pra fazer esse passeio é curtir a experiência. O que eu quero dizer com isso? Desencane dessa vibe ansiosa de atravessar o tempo pra chegar logo de uma vez, leve uma companhia, um bom livro ou uma boa playlist no smartphone, e curta o momento!

O trem sai todos os dias de Belo Horizonte às 7:30h, e às 7 horas em Vitória. Compre a passagem online ou na véspera, pra não pegar fila na bilheteria logo cedo. Como já frisei, não se desespere, pois são 13 horas de chão. A velocidade máxima do trem da EFVM é de 65 km/h e não pode ser mais rápido, porque a ferrovia é usada pra cargas pesadas, o que exige uma velocidade reduzida.