Se você deseja muito ir à Paris, antes de mais nada, aceite: a capital francesa é uma cidade cara em inúmeros aspectos e isso vale até para albergues.

No levantamento que fizemos, foi possível encontrar bons preços, mas longe do que é visto em Barcelona, Berlim ou Londres, que oferecem opções bem em conta.

Inclusive, há um detalhe importante. Segundo apurado pelo ranking TripIndex Cities, do site TripAdvisor, Paris é a 2ª cidade mais cara do mundo pra se visitar, perde apenas pra Londres.

No entanto, quando o assunto é hostel, os albergues parisienses superam facilmente os preços londrinos, de acordo com classificação do Hostelworld.

A relação do site mostra que em Londres é possível encontrar albergue de €11, cerca de R$34, entre os mais baratos. Já em Paris, uma diária não sai por menos de €24, ou seja, em torno de R$73.

1. Arty Paris (Porte de Versailles): €31 (cerca de R$92), rating de 84%
2. St Christopher's Inn Canal (Buttes-Chaumont): €33 (cerca de R$98), rating de 82%
3. Perfect Hostel (Montmartre): €30 (cerca de R$89), rating de 80%
4. Le Montclair (Montmartre): €24 (cerca de R$72), rating de 79% (Escolha do Editor)
5. Absolute Paris Boutique Hostel (Bastille): €32 (cerca de R$95), rating de 79%
6. Woodstock Hostel (Montmartre): €26 (cerca de R$78), rating de 77%
7. Caulaincourt Boutique Hostel (Montmartre): €31 (cerca de R$92), rating de 77%
8. Aloha Hostel (Eiffel Tower): €30 (cerca de R$89), rating de 72%
9. Peace & Love Hostel (Gare du Nord): €25 (cerca de R$75), rating de 68%
10. Justabed (Malakoff): €25 (cerca de R$75), rating de 57%
smartphone samsung

As câmeras DSLR e as portáteis GoPro são um sonho de consumo de quem viaja pra tirar foto, mas cada vez mais a praticidade dos cameraphones ganham a preferência dos mochileiros.

Além de ocuparem menos espaço na bagagem, os smartphones com câmera turbinada têm acesso à internet, permitem instalar aplicativos e servem pra captar aquele take inesperado em um passeio, com foto em alta resolução ou um vídeo em HD.

Em 2013, a Nokia lançou o Lumia 1020, com resolução de 41 MP. O gadget fez tanto sucesso que ainda se mantém nas prateleiras, além de ser comparado até mesmo com câmeras semi-profissionais, em sites especializados.

Agora, a Samsung trouxe à tona o Galaxy K Zoom, a nova versão de seu híbrido entre câmera e smartphone, sucessor do S4 Zoom, equipado com câmera de 20,7 MP e a plataforma Android 4.4.2 KitKat.

Por conta da tecnologia de ponta, com flash Xenon e estabilização óptica de imagem, ambos os smarts tem recebido muitas comparações, e aqui você confere uma relação de prós e contras de cada um, para saber qual dos dois é o melhor pra sua viagem.

PRÓS E CONTRAS DO NOKIA LUMIA 1020:

blz: A longa duração da bateria. Seu flash Xenon consome bastante de energia, e a carga do Lumia 1020 resiste por um bom tempo, por mais até do que o Flash LED. Assim, você não precisa ficar caçando tomadas de aeroporto ou rodoviária pra recarregá-lo o tempo todo.

blz: A espessura. Com 10,4 milímetros, razoável pela lente que possui, é bem mais fino que câmeras digitais portáteis e cabe tranquilamente em qualquer bolso menor de seu mochilão, ou de sua calça.

blz: Configurações técnicas. Ao tirar fotos, é possível efetuar ajustes parecidos com de uma câmera DSLR, como comprimento e distância do foco, balanço de branco, sensibilidade ISO e velocidade do obturador, úteis pra tirar uma foto noturna ou de algum veículo em alta velocidade.

bad: O sistema operacional. Além de limitado em termos de apps (o Instagram não posta vídeos, por exemplo), o Windows Phone (WP) tem alguns bugs irritantes.

bad: Ausência de cartão MicroSD. Apesar da integração com a nuvem One Drive, do Windows, o Lumia 1020 não permite expandir memória com cartão microSD, ou subsituir um cartão cheio por outro vazio. Assim, às vezes acontece de você estar na rua, no meio de um rolê, e o smartphone pede pra você liberar memória, por ausência de espaço interno.

bad: Confusão de apps de câmera. São muitos aplicativos pra tirar foto. Tem o app Câmera, o Nokia Camera, o Nokia Cinemagraph, o Nokia Smart Cam e o PhotoBeamer, que deixam o usuário meio sem entender pra que serve o que e quando usar cada um.

PRÓS E CONTRAS DO SAMSUNG GALAXY K ZOOM:

blz: Zoom óptico de 10x. O K Zoom é capaz de ampliar imagens em até dez vezes sem distorcer o foco, por conta da capacidade em variar comprimentos mais longos e mais curtos da lente.

blz: A plataforma Android. A versão 4.4.2 KitKat é sem dúvida a mais bem estruturada do sistema operacional do Google, e com o Android em mãos, você tem mais de 1 milhão de apps à disposição, três vezes a mais que o Windows Phone. Dentre os aplicativos, muitos de viagem, que não se encontra no WP: Hostelworld, Maps.me, Passbook, entre outros.

blz: O processador hexa-core. No S4 Zoom, a Samsung ofereceu um chip dual-core de 1,5 GHz, pra não deixar o aparelho tão caro. Agora, o K Zoom recebe um upgrade, com um veloz processador hexa-core Exynos 5 Hexa de 1,7 GHz, sem aumentar seu preço médio.

bad: O design. Além de mais gordinho que o Lumia 1020, com 16,6 milímetros, graças à lente, o Galaxy K Zoom tem um acabamento pouco refinado; sua interface de ajustes técnicos é um pouco mal distribuída; e o encaixe pra tripé do S4 Zoom deu adeus no novo K Zoom.

bad: A carga. Testes de páginas especializadas em tecnologia mostram que a bateria do K Zoom suporta o uso como smartphone comum, mas não possui o mesmo desempenho no modo câmera, gastando a carga rapidamente quando se registra muitas fotos ou vídeos em um curto intervalo de tempo.

bad: Display destoa das imagens. As imagens capturadas são indiscutivelmente de qualidade, mas o que aparece na tela parece ser pior do que o resultado final, então você quase nunca tem ideia se a foto ficou realmente boa.

Por estar no mercado há mais tempo, o Nokia Lumia 1020 já teve uma queda em seu valor e pode ser encontrado por 1.799 reais. Já o Galaxy K Zoom tem preço médio de 1.999 reais.
Se quiser saber qual o mochilão ideal pra você e sua viagem, antes de mais nada tem que diferenciar sua trip entre aventura ou passeio.

Vai fazer trilha em Macchu Picchu, no Peru, ou El Chaltén, na Argentina? Aí você precisa de um mochilão pra aventura, que aguente o tranco de longas caminhadas.

Agora, se você vai fazer um tour urbano pela Europa, Londres ou Amsterdã, sua mochila vai ficar largada no hostel, logo vai ser um mochilão pra passeio.

No caso, de aventura, é bom comprar um mochilão de marca internacional, de maior durabilidade e custo-benefício, tipo Deuter, North Face ou Black Diamond.

Pra passeio, uma nacional tá de boa. Mais simples, mas de preços mais acessíveis, Nord, Nautika e Trilhas e Rumos são as opções.

Em relação ao material, um tecido leve e sintético, que resista à chuva, é preferência no mochilão de aventura. Já o mochilão de passeio pode ser de lona, um pouco mais pesado.

Fitas e alças são inimigas das bolsas de passeio, que embolam em todo canto. Contudo, são essenciais pra aventura, pois servem pra compressão, ou seja, pra apertar ou liberar o que está do lado de dentro, administrando o espaço.

Mochilões de passeio também permitem uma distribuição mais desbalanceada, onde o peso pode ser repartido para as laterais.

Por sua vez, os mochilões de aventura necessitam que o que estiver pesado fique no meio, pois uma distribuição centralizada dá mais equilíbrio durante a caminhada.

Como em passeio outras pessoas tem muito contato com sua bagagem, nada pode ficar à mostra em mochilões desse tipo. Assim, evite bolsos externos transparentes ou feitos em redinha.

Ao contrário, bolsos em redinha são úteis em mochilões pra aventura, pois facilitam a questão do acesso. Da mesma forma, zíperes maiores e mais aberturas são bem eficientes para este caso.

Na mochila pra passeio, você provavelmente vai tirar seus pertences da bagagem uma vez só, pra guardá-los em um locker ou baú do hostel. Assim, não há necessidade de zíperes maiores ou em grande quantidade.

Com estas características, um exemplo que você pode observar pra entender o que é uma mochila pra passeio é a Nautika Nebraska de 50 Litros. Já uma mochila pra aventura ideal pode ser a Deuter Aircontact de 45 + 10 Litros.
Barcelona (ESP) é uma cidade tão diversificada, que você se satisfaz com qualquer programação. Na cidade de 98 km² e 73 bairros, é bem difícil descartar alguma atividade.

Em um roteiro de um dia na capital da província da Catalunha, tem que se aceitar que ao passar menos de três dias na cidade, você vai deixar muita coisa pra trás.

Dentro das circunstâncias, liste o que há de essencial e divida o passeio em quatro escalas: apreciar Gaudí, guardar Messi na memória, ver o Mar Mediterrâneo e badalar.




ROTEIRO DA MANHÃ: Sagrada Família até a Casa Battló;
Ponto de partida? Metrô Sagrada Família;
Destino final? Metrô Passeig de Gràcia;
Tempo de duração? Em torno de quatro horas (9-13h).


Comece o dia bem cedo, pra desvendar arquitetura modernista e as obras do arquiteto Antoni Gaudí, com a Sagrada Família e os prédios do Passeig de Gràcia, na Dreta de l'Eixample.

Viagem pela Europa

A Sagrada Família é mega concorrida e imperdível. Local mais visitado da Espanha, o "castelinho de areia" simultaneamente neogótico e modernista desperta encanto e curiosidade de muitos, chega a gerar fila pra ver o lado de dentro da basílica. Assim, é bom ir antes de abrir às 9 horas, pra ver a fachada com calma e entrar enquanto ainda está mais vazia.

Onde fica a Sagrada Família? Carrer de Mallorca 401 (funciona de 9-18h).
Quanto custa a entrada? 12 euros.



Já no Passeig de Gràcia, mais traços marcantes do modernismo. Em uma só tacada, você pode admirar as fachadas da Casa Battló e da La Pedrera, ambas de Gaudí; os postes com motivos florais, de Pere Falqués; e a fachada da Casa Amatller, de Domènech i Montaner.


ROTEIRO DA TARDE CAMP NOU: Camp Nou Experience;
Ponto de partida? Metrô Collblanc;
Destino final? Metrô Collblanc;
Tempo de duração? Em torno de três horas (14-17h).


A segunda parada pode ser o Camp Nou Experience, que rola dentro e ao redor do estádio Camp Nou, onde você pode entender o que existe por trás do FC Barcelona, pra torná-lo um clube tão vencedor.


A parte principal é o Museu FCB. Lá, Messi é protagonista. Mas você pode também também ver muitos detalhes das passagens de Romário, Rivaldo, Ronaldinho, entre outros.

Outros pontos altos do tour são os troféus da Uefa Champions League no museu, a loja oficial do Barça com um visual irado e a visita à beira do gramado do Camp Nou, um sonho pra quem ama futebol.

Onde fica o Camp Nou? Carrer d'Aristides Maillol s/n (funciona de 10-20h).
Quanto custa a entrada? 23 euros.


ROTEIRO DA TARDE BARCELONETA: Praia de La Barceloneta;
Ponto de partida? Metrô Ciutadella-Vila Olímpica;
Destino final? Metrô Forum;
Tempo de duração? Em torno de quatro horas (18-22h).


Curte praia? Então depois siga até o balneário de La Barceloneta pra ver o Mar Mediterrâneo. Volte rumo ao Passeig de Colom, tire uma foto da marina, dê um rolê pelas ramblas e feche com um sunset na Plaça de Catalunya, ufa! Tudo isso no mesmo caminho.


Vale lembrar que a noite chega tarde em Barcelona, depois das 22 horas na primavera e no verão, assim dá pra curtir a praia por muito tempo.


ROTEIRO DA NOITE PLAÇA REIAL: Bares do Barri Gótic;
Ponto de partida? Metrô Liceu;
Destino final (*)? use o app Easy Taxi ou tente uma carona no app Uber;
Tempo de duração? À vontade (a partir das 23 horas).


ROTEIRO DA NOITE LA BARCELONETA: Clubes de La Barceloneta;
Ponto de partida? Metrô Ciutadella-Vila Olímpica;
Destino final (*)? Easy Taxi ou Uber;
Tempo de duração? Como você preferir (a partir das 23 horas).


(*) O metrô fica à disposição 24 horas no sábado; na sexta, funciona das 5-2h; e de segunda à quinta, e no domingo, das 5-0h.

Durante a noite, as boas opções se concentram pela Plaça Reial, no Barri Gótic, pra quem quiser beber e gastar pouco, ou volte à La Barceloneta, se estiver na vibe de cair na pista pra dançar.

Situado no el Gótic, o pub Temple Bar é muito agradável, barato, tranquilo, tem futebol ao vivo, ótimo pra parar e beber uma Estrella Damm ou Moritz, um pint irlandês de Guinness ou experimentar um dos coquetéis de cerveja. Também tem comida mexicana.

Perto do Temple Bar, com um perfil mais agitado, há o Polaroid Bar, bom pra madrugar ouvindo um rock latino e bebendo "cervesa català" barata. A decoração do lugar é a cara de Barcelona, com o espírito "anos oitenta" que a galera nativa abraça, no vestuário e no som.

Onde fica o Temple Bar? Carrer de Ferran 6 (funciona de 16-3h).
Preço médio? na faixa de 15 euros.


Onde fica o Polaroid Bar? Carrer dels Còdols 29 (funciona de 19-2:30h).
Preço médio? na faixa de 15 euros.


Ao preferir alguma casa noturna ou lounge, saiba que a grana vai embora fácil. Mas um pouco mais acessível que as outras, em La Barceloneta, rola o Carpe Diem, também conhecido como CDLC, que tem uma pegada meio indiana no ambiente com estátuas de deuses hinduístas, muitas luminárias, mesas ao ar livre e DJ. Pra consumir: alguns drinks, cerveja mexicana Coronita, muito sushi e sanduíche estilo wrap.

Onde fica o Carpe Diem? Pg. Marítim de la Barceloneta 32 (funciona de 12-3h).
Preço médio? na faixa de 40 euros.
Se seu celular tem pouca memória ou se você prefere usar menos aplicativos pra resolver sua vida, o Para Mochileiros relacionou uma lista seletiva, de cinco apps que nunca podem ficar de fora do seu celular se você está com planos de viajar.

Pra resumir como indispensável, escolhemos apps pra procurar passagens mais baratas, outro pra reservar albergue, outro pra servir de guia, mais um com mapas e o último pra conhecer gente. Veja quais são os cinco, além das vantagens e desvantagens de cada um:

SKYSCANNER

O Skyscanner é indispensável pra procurar passagens aéreas de acordo com o dia do embarque [ou desembarque] e a disponibilidade financeira.

blz: rapidez; gráficos bastante práticos, com relatório da variação de taxas no decorrer do ano; flexibilidade pra buscar a passagem mais barata em qualquer dia; e recurso pra deixar as pesquisas anteriores salvas.

bad: pra ficar perfeito, só faltava incluir a busca pra hotéis e aluguel de carros, que a página oficial do Skyscanner oferece.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

HOSTELWORLD

Procurar lugar pra ficar não é uma das tarefas mais divertidas da parte que antecipa a viagem. Então, se quiser não ter muito trabalho pra achar um bom hostel ou fazer a reserva sem preocupações, nossa recomendação é usar o Hostelworld.

blz: é bem simples de se usar e você encontra facilmente o melhor albergue, pra fazer reserva de acordo com o lugar, o preço, o dia e a disponibilidade de quartos; os comentários e as avaliações da galera ajudam bastante a se certificar se o albergue oferece bons serviços; pra completar, em outros bookers, é necessário pagar a metade de uma diária ou até a diária inteira pra reservar, enquanto o Hostelworld só cobra 10% da diária. Assim, se acontecer algum imprevisto e você não puder cancelar a diária, o prejuízo vai ser só de 10%.

bad: como melhoria, o app poderia incluir um link direto para promoções do momento e para pesquisas recentes; e pra iOS é em inglês.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

FOURSQUARE

Não caia no conceito de que o Foursquare "só serve pra fazer check-in", até porque agora o programa se dividiu em dois e tem o Swarm só pra marcar os check-ins. O Foursquare pode servir de um ótimo guia turístico independente, com avaliação mais sincera e participativa sobre os lugares, muito melhor que aplicativos convencionais de turismo.

blz: colaboração dos usuários com opiniões; roteiros a partir de listas de lugares pra visitar; informações importantes como horários de funcionamento, nível de preço, o que é tendência e promoções.

bad: pouca coisa desagrada; talvez a classificação dos lugares na busca, que tem "Vida Noturna", quando poderia mostrar "Bares" e "Música" em links separados.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

MAPS.ME

O Google deixa a gente tão mal-acostumado. É o caso do Google Maps. O aplicativo de mapas do Google é tão eficiente que outros apps melhores passam despercebidos, mesmo sendo mais completos como o Maps.me, também conhecido como Maps With Me.

blz: os mapas funcionam offline, então dá pra se guiar numa boa sem internet wi-fi ou 3G; contam com informações bem detalhadas; dá pra baixar mapas offline do mundo inteiro;

bad: é daqueles aplicativos com versão pro, em que você tem que pagar pra fazer o upgrade; mas dá pra se virar muito bem com a edição gratuita.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

SKOUT

Embora o Tinder seja o aplicativo da vez pra se conhecer gente, o Skout se faz presente como uma versão alternativa pra trocar ideias com gente nova, seja pra quem está afim só de amizade com desconhecidos ou atrás de pegação.

blz: você pode iniciar um chat aleatoriamente, de forma aberta, sem a pessoa ter que te add ou corresponder a um like; é possível fazer busca em outros lugares do mundo, assim você pode arranjar companhia antes da sua viagem; tem formas diferentes de interação como piscar, adicionar aos favoritos ou dar presentes com programa de pontos;

bad: no exterior, dá pra conhecer bastante gente, mas no Brasil, como ainda não tem tanta popularidade, tem algumas cidades do país em que você não encontra ninguém.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

Saiba que não há mistério pra poupar em um mochilão ao exterior. Não precisa se sufocar ou passar por perrengue, basta ter atenção. Mais do que fechar a mão na hora de gastar, controlar gastos requer cuidado com os detalhes de cada despesa básica.

A análise começa bem antes de arrumar a bagagem, passa pelo dia-a-dia na cidade visitada e termina naquela passada rápida pelo duty free, na volta pra casa.

Siga abaixo com um passo a passo de como avaliar cada um dos gastos de um rolê fora do país e ter uma noção de onde pode economizar, sem estragar a viagem.

BAGAGEM:

Tudo começa com a escolha do mochilão. Mochilões de marcas internacionais duram muito mais tempo, fazem valer o investimento. Mas se você tem pouca grana, compre uma nacional mesmo. Até porque em viagens convencionais, sem experiências de aventura, as mochilas permanecem encostadas no albergue, sem risco de ficarem surradas.

Em termos de marca, recomendamos a Nautika, a Nord ou a Trilhas e Rumos. É possível encontrar uma cargueira de 65 ou 70 litros destas marcas, de qualidade bem satisfatória, com preço na faixa de R$ 350.

[Clique aqui e veja onde comprar mochilas de viagem]

Leve pouca bagagem e fique em algum hostel com máquina de lavar. Menos roupas podem reduzir despesas em companhias de baixo custo (low cost), que lançam taxas para expedir a bagagem, conforme observado pelo blog Our World In A Portrait.

PASSAGEM:

Hoje existem muitas facilidades para adaptar o preço da passagem com sua realidade e sua vontade de visitar determinado lugar, seja com pacote de agência, compras coletivas, excursão ou sites de busca.

Nossa sugestão fica para os sites de busca, que redirecionam para o melhor preço de passagem. São seguros e tem boas opções de pagamento. Além disso, você faz tudo por conta própria.

Quais os melhores? Americanas Viagens, Decolar, Mundi, Submarino Viagens ou Viajanet. Algo deu errado? Lance uma queixa no ReclameAqui.com.br, que ajuda a obter respostas rápidas pra resolver o problema.

Não fique com medo ou vergonha de reclamar, pois estes sites de viagem contam com bons serviços de Atendimento ao Consumidor, à disposição pra ajudar.

Procure viajar em baixa temporada. Você pode ir pra Londres, por exemplo, em março ou outubro e pagar passagens de R$ 1.600, ida e volta.

CARTÃO E CÂMBIO:

Uma boa forma de segurar a grana é usar cartão, seja por meio de saque, crédito ou sistema pré-pago para viagens. Como dizia Paulinho da Viola, "dinheiro na mão é vendaval" e uma vez que você troca as notas mais altas, acaba se perdendo na hora de fazer o controle do que sobrou.

Grana em cash será necessária pra pequenos gastos, mas um detalhe importante é que os saques internacionais oferecem as menores despesas com taxas de câmbio.

Assim, a melhor opção é o que diz a dica do Ricardo Freire, do Viagem na Viagem, pra transportar um pouco de cada na carteira. Leve €200 ou US$200 pra pequenos gastos; habilite o cartão do seu banco pra saques internacionais nas redes Plus (da bandeira Visa) ou Cirrus (MasterCard); e adquira um cartão pré-pago MoneyCard Visa TravelMoney, recarregando o suficiente pra caso dê algum rolo com o cartão do banco.

Tem mais, casas de câmbio do Brasil não trabalham com moedas. Logo, se você não gastá-las no exterior, podem depois acabar sobrando inutilmente em sua carteira.

HOSPEDAGEM:

Pra economizar com estadia, instale um app de hostel no smartphone e reserve um albergue com bom custo benefício, café da manhã à disposição e bem localizado. Em uma só tacada você já se livra de um dos principais gastos da viagem, que é hospedagem, poupa com alimentação e transporte.

É possível achar hostels confortáveis e baratos, conhecidos como “cheap and chic”, por cerca de €11 ou US$15, ou seja, mais baratos que no Brasil, que estão cobrando R$40 em média, ou mais.

Uma boa vantagem do hostel é que você pode usar o wi-fi de graça pra manter contato com o Brasil, por Skype, Viber ou WhatsApp, sem a necessidade de usar ligações internacionais.

Outra alternativa é fazer parte da rede CouchSurfing ("alugando um sofá", em tradução livre), e se hospedar na casa de alguém com disposição pra liberar um sofá ou cama.

[Clique aqui e veja dicas de como escolher o melhor albergue]

ALIMENTAÇÃO:

Seja prático. Aproveite o café da manhã servido no hostel, carregue um cantil ou uma garrafinha de água na bolsa, e tenha sempre um lanchinho em mãos, algo como barrinhas de cereal, frutas ou chocolate, que é muito barato no exterior. Se uma barra custa R$ 6 no Brasil, na Europa é vendido por €0,75.

Fazer refeições em restaurantes, aeroporto, terminais, ou lanches de rua ou dessas máquinas self-service, saem muito mais caros. Aliás, qualquer alimento ou bebida, procure comprar em supermercado. Faz uma enorme diferença, e vale ressaltar que ajuda muito pra economizar com bebida alcoólica.

Bares e danceterias cobram caro no exterior. Se uma caneca de chopp sai por €2,50 ou US$4, um pack de Carlsberg ou Budweiser, com 12 latinhas, pode ser comprado por €7 ou US$9. Então faça um “esquenta” antes de sair pra alguma balada.

E muito cuidado com a curiosidade pra experimentar pratos típicos. Modere e pesquise, pois a gastronomia local costuma ser uma forte isca pra fisgar turistas através de preços com o "olho da cara", acima de €15 ou US$20.

No exterior, vale também aderir ao fast-food, que não é tão caro quanto no Brasil. Aqui, o menu mais barato com sanduíche, batata e refrigerante é cerca de R$20, e fora do país os lanches mais baratos giram em torno de €4 ou US$6.

TRANSPORTE:

Use bastante o transporte coletivo. Táxi é muito cômodo, mas evite. Perca o medo, busque instruções no Google ou em apps, e pegue ônibus ou metrô para não gastar tanto ao se locomover. Se souber andar bicicleta, alugue uma. Algumas cidades têm esse serviço, como indica o blog Mapa de Londres.

INGRESSOS:

A princípio, pra poupar a grana com ingressos, não se apegue a fazer coisas só pra contar pros outros e pense que só a experiência de estar em outro país já é um privilégio. Além do mais, é bem melhor explorar as atrações ao ar livre.

Mas como algumas "atrações imperdíveis" são inevitáveis, daquelas que você vai guardar com carinho ou ter muita história pra contar, pondere e planeje bem.

Faça um roteiro com todos os lugares que você quer ir. Em seguida, pesquise e anote o preço de cada ingresso pra pensar com calma e ver se vale mesmo a pena.

Primeiro, compare. Jogue uma base de preço qualquer pelo tempo gasto no Brasil. Tipo, se um cineminha no Brasil sai por uns R$35 (ingresso promocional + refri + pipoca), um ingresso de algum ponto turístico que custa R$60 ou €20, tem que ter pelo menos 3hs de entretenimento pra compensar. É conta hipotética, meio maluca, mas serve pra ter uma noção.

Depois, analise bem o que o local disponibiliza, sobretudo museus. Muitas vezes, museus mais renomados se aproveitam da fama pra cobrar caro, mas no fim, você faz uma visita na correria, não te acrescenta e você não vê quase nada, além de encarar tumulto. Enquanto isso, outras galerias menores trazem exposições intimistas, mas muito mais enriquecedoras e interessantes. Então, fique ligado.

Na sequência, vá atrás de ofertas especiais. Alguns lugares baixam os preços em dias mais vazios; vá no site oficial da atração e busque informações. Também é possível adquirir cartões em que você paga um só valor pra ver diversas atrações, caso do European City Cards na Europa. Alguns cartões também oferecem descontos, como o TKTS, para abater preços de tickets para teatros em Nova York.

Por fim, veja se é possível comprar os ingressos de maneira antecipada, pra não ter nenhuma surpresa ou gasto adicional.

FIM DE VIAGEM (SOUVENIRS E DUTY FREE):

Quando a viagem tá acabando, bate aquela sensação de ter que aproveitar tudo que o lugar oferece, só porque você está indo embora. Dá vontade de carregar a cidade na mochila. Pois controle-se!

Os dois maiores perigos são os souvenirs e o duty free. Se você é daqueles compulsivos, passe longe. Mas se é um pouco mais controlado, a dica é colocar um limite. Tipo, no duty free, não compre nada acima de €25. E souvenirs, apenas os mais pequenos (pins, bótons, chaveiros, cartões-postais), nada acima de €2 pra cada item, ou acima de €15 no total.

Agora, se for o caso de alguma coisa pra revender ou que não se acha no Brasil, como um smartphone HTC ou um óculos Polaroid, aí calcule de acordo com sua disponibilidade financeira.

E ainda sobre souvenirs, evite lojas oficiais, de shopping ou de aeroporto. Sempre é um preço acima. Procure bancas de rua, onde você pode pechinchar, tipo leve três por €5, seis por €10, como acontece em La Rambla, de Barcelona.

CONCLUSÃO:

Pra fechar, a ideia principal é se organizar. Rola essa lenda de que o legar de ser mochileiro é fazer as coisas na base de improviso e de última hora. Porém, não há como economizar sem planejamento, e evitar prejuízos ou gastos desnecessários é prioridade, não só para mochileiros.
Salvador

Como as festas de Salvador não rolam apenas no carnaval e o sol quente da Bahia raia o ano inteiro, vale a pena ficar atento com outros períodos fora do verão pra viajar até a terra de "todos os santos".

Independente de promoção, é possível achar preços mais flexíveis, e mais baratos, conforme as variações existentes entre a baixa e a alta temporada.

Através dos aplicativos dos sites Decolar e Skyscanner, conferimos o preço de voos com ida e volta para Salvador partindo de quatro cantos do país, para você ter uma noção de quanto fica viajar para a capital baiana. Compare:

SÃO PAULO (SAO):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 385;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 345;
Em novembro: o preço gira em torno de R$ 340;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 345;
Em janeiro (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 425;
Em fevereiro: o preço gira em torno de R$ 360;
Em março (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 335;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 340;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 345;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 350;
Em julho: o preço gira em torno de R$ 355;

PORTO ALEGRE (POA):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 500;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 465;
Em novembro: o preço gira em torno de R$ 465;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 545;
Em janeiro: o preço gira em torno de R$ 545;
Em fevereiro: o preço gira em torno de R$ 430;
Em março (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 430;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 475;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 430;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 480;
Em julho (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 560.

BELÉM (BEL):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 695;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 565;
Em novembro (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 375;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 615;
Em janeiro: o preço gira em torno de R$ 565;
Em fevereiro (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 765;
Em março: o preço gira em torno de R$ 620;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 710;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 720;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 760;
Em julho: o preço gira em torno de R$ 755.

BRASÍLIA (BSB):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 305;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 235;
Em novembro (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 290;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 350;
Em janeiro: o preço gira em torno de R$ 360;
Em fevereiro (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 260;
Em março: o preço gira em torno de R$ 255;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 365;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 260;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 360;
Em julho: o preço gira em torno de R$ 405.
Lonnie Bissonnette traz em sua bagagem uma daquelas histórias de superação que inspiram qualquer pessoa. O atleta canadense de 48 anos é o primeiro e único BASE jumper paraplégico do mundo. Em 2004, ficou gravemente ferido depois de um acidente onde as linhas de seu paraquedas enrolaram e impediram o artefato de ser aberto no momento do salto, consequentemente quebrando vários ossos de seu corpo e perdendo o movimento das pernas, em função de uma lesão na medula espinhal. Ainda que a sequela obrigasse seu médico a vetá-lo de saltar novamente em qualquer circunstância, doze meses depois ele estava diante dos pontos mais altos para saltar.



"BASE jumping me traz uma sensação incrível, que eu não consigo abandonar... Eu não deixei o estado de paralisia me parar por nenhum momento. A primeira coisa que eu perguntei depois de acordar do acidente foi 'quanto tempo vou ter que esperar até que eu possa voltar a saltar?'", destacou o parquedista, conforme relatado pelo jornal britânico Daily Mail.

Sempre atrás de um desafio maior para quebrar todos os limites e apontado como um dos atletas de aventura mais promissores do mundo, o BASE jumper do Canadá também é o único paraplégico a ter pulado dos quatro pontos principais de sua modalidade: B = building (prédio), A = antenna (antena), S = span (ponte) e E = earth (terra).



Em um de seus saltos mais insólitos, Lonnie encarou a Aizhai Bridge, ponte suspensa situada em uma autoestrada da cidade de Jishou, na província de Hunan, sudeste da China. Com 350 metros de altura, a elevação traz dados bem significantes para estabelecer o feito do atleta como uma grande façanha: a Aizhai é a sexta maior ponte do mundo, a 15ª maior ponte suspensa do mundo, além da mais alta e mais longa de túnel a túnel, sob extensão de 1.146 metros. Confira o salto no vídeo gravado em setembro de 2013:



Por sua experiência, Lonnie foi convidado a abrir o evento em Jishou, que reuniu cerca quarenta BASE jumpers de treze países diferentes, atraindo milhares de espectadores. O BASE jumper canadense já cruzou diversos países mundo afora por conta do esporte, dos EUA, passando pela Noruega até a Malásia, e ao ser perguntado se teme pelo perigo que os saltos oferecem, sobretudo após seu acidente, ele afirma que: "Eu sei dos riscos e ainda continuo, pois é a minha paixão, BASE jumping é uma das coisas mais incríveis que um ser humano pode experimentar".