Se seu celular tem pouca memória ou se você prefere usar menos aplicativos pra resolver sua vida, o Para Mochileiros relacionou uma lista seletiva, de cinco apps que nunca podem ficar de fora do seu celular se você está com planos de viajar.

Pra resumir como indispensável, escolhemos apps pra procurar passagens mais baratas, outro pra reservar albergue, outro pra servir de guia, mais um com mapas e o último pra conhecer gente. Veja quais são os cinco, além das vantagens e desvantagens de cada um:

SKYSCANNER

O Skyscanner é indispensável pra procurar passagens aéreas de acordo com o dia do embarque [ou desembarque] e a disponibilidade financeira.

blz: rapidez; gráficos bastante práticos, com relatório da variação de taxas no decorrer do ano; flexibilidade pra buscar a passagem mais barata em qualquer dia; e recurso pra deixar as pesquisas anteriores salvas.

bad: pra ficar perfeito, só faltava incluir a busca pra hotéis e aluguel de carros, que a página oficial do Skyscanner oferece.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

HOSTELWORLD

Procurar lugar pra ficar não é uma das tarefas mais divertidas da parte que antecipa a viagem. Então, se quiser não ter muito trabalho pra achar um bom hostel ou fazer a reserva sem preocupações, nossa recomendação é usar o Hostelworld.

blz: é bem simples de se usar e você encontra facilmente o melhor albergue, pra fazer reserva de acordo com o lugar, o preço, o dia e a disponibilidade de quartos; os comentários e as avaliações da galera ajudam bastante a se certificar se o albergue oferece bons serviços; pra completar, em outros bookers, é necessário pagar a metade de uma diária ou até a diária inteira pra reservar, enquanto o Hostelworld só cobra 10% da diária. Assim, se acontecer algum imprevisto e você não puder cancelar a diária, o prejuízo vai ser só de 10%.

bad: como melhoria, o app poderia incluir um link direto para promoções do momento e para pesquisas recentes; e pra iOS é em inglês.

Clique aqui pra iPhone e iPad; ou clique aqui pra Android.

FOURSQUARE

Não caia no conceito de que o Foursquare "só serve pra fazer check-in", até porque agora o programa se dividiu em dois e tem o Swarm só pra marcar os check-ins. O Foursquare pode servir de um ótimo guia turístico independente, com avaliação mais sincera e participativa sobre os lugares, muito melhor que aplicativos convencionais de turismo.

blz: colaboração dos usuários com opiniões; roteiros a partir de listas de lugares pra visitar; informações importantes como horários de funcionamento, nível de preço, o que é tendência e promoções.

bad: pouca coisa desagrada; talvez a classificação dos lugares na busca, que tem "Vida Noturna", quando poderia mostrar "Bares" e "Música" em links separados.

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MAPS.ME

O Google deixa a gente tão mal-acostumado. É o caso do Google Maps. O aplicativo de mapas do Google é tão eficiente que outros apps melhores passam despercebidos, mesmo sendo mais completos como o Maps.me, também conhecido como Maps With Me.

blz: os mapas funcionam offline, então dá pra se guiar numa boa sem internet wi-fi ou 3G; contam com informações bem detalhadas; dá pra baixar mapas offline do mundo inteiro;

bad: é daqueles aplicativos com versão pro, em que você tem que pagar pra fazer o upgrade; mas dá pra se virar muito bem com a edição gratuita.

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SKOUT

Embora o Tinder seja o aplicativo da vez pra se conhecer gente, o Skout se faz presente como uma versão alternativa pra trocar ideias com gente nova, seja pra quem está afim só de amizade com desconhecidos ou atrás de pegação.

blz: você pode iniciar um chat aleatoriamente, de forma aberta, sem a pessoa ter que te add ou corresponder a um like; é possível fazer busca em outros lugares do mundo, assim você pode arranjar companhia antes da sua viagem; tem formas diferentes de interação como piscar, adicionar aos favoritos ou dar presentes com programa de pontos;

bad: no exterior, dá pra conhecer bastante gente, mas no Brasil, como ainda não tem tanta popularidade, tem algumas cidades do país em que você não encontra ninguém.

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Saiba que não há mistério pra poupar em um mochilão ao exterior. Não precisa se sufocar ou passar por perrengue, basta ter atenção. Mais do que fechar a mão na hora de gastar, controlar gastos requer cuidado com os detalhes de cada despesa básica.

A análise começa bem antes de arrumar a bagagem, passa pelo dia-a-dia na cidade visitada e termina naquela passada rápida pelo duty free, na volta pra casa.

Siga abaixo com um passo a passo de como avaliar cada um dos gastos de um rolê fora do país e ter uma noção de onde pode economizar, sem estragar a viagem.

BAGAGEM:

Tudo começa com a escolha do mochilão. Mochilões de marcas internacionais duram muito mais tempo, fazem valer o investimento. Mas se você tem pouca grana, compre uma nacional mesmo. Até porque em viagens convencionais, sem experiências de aventura, as mochilas permanecem encostadas no albergue, sem risco de ficarem surradas.

Em termos de marca, recomendamos a Nautika, a Nord ou a Trilhas e Rumos. É possível encontrar uma cargueira de 65 ou 70 litros destas marcas, de qualidade bem satisfatória, com preço na faixa de R$ 350.

[Clique aqui e veja onde comprar mochilas de viagem]

Leve pouca bagagem e fique em algum hostel com máquina de lavar. Menos roupas podem reduzir despesas em companhias de baixo custo (low cost), que lançam taxas para expedir a bagagem, conforme observado pelo blog Our World In A Portrait.

PASSAGEM:

Hoje existem muitas facilidades para adaptar o preço da passagem com sua realidade e sua vontade de visitar determinado lugar, seja com pacote de agência, compras coletivas, excursão ou sites de busca.

Nossa sugestão fica para os sites de busca, que redirecionam para o melhor preço de passagem. São seguros e tem boas opções de pagamento. Além disso, você faz tudo por conta própria.

Quais os melhores? Americanas Viagens, Decolar, Mundi, Submarino Viagens ou Viajanet. Algo deu errado? Lance uma queixa no ReclameAqui.com.br, que ajuda a obter respostas rápidas pra resolver o problema.

Não fique com medo ou vergonha de reclamar, pois estes sites de viagem contam com bons serviços de Atendimento ao Consumidor, à disposição pra ajudar.

Procure viajar em baixa temporada. Você pode ir pra Londres, por exemplo, em março ou outubro e pagar passagens de R$ 1.600, ida e volta.

CARTÃO E CÂMBIO:

Uma boa forma de segurar a grana é usar cartão, seja por meio de saque, crédito ou sistema pré-pago para viagens. Como dizia Paulinho da Viola, "dinheiro na mão é vendaval" e uma vez que você troca as notas mais altas, acaba se perdendo na hora de fazer o controle do que sobrou.

Grana em cash será necessária pra pequenos gastos, mas um detalhe importante é que os saques internacionais oferecem as menores despesas com taxas de câmbio.

Assim, a melhor opção é o que diz a dica do Ricardo Freire, do Viagem na Viagem, pra transportar um pouco de cada na carteira. Leve €200 ou US$200 pra pequenos gastos; habilite o cartão do seu banco pra saques internacionais nas redes Plus (da bandeira Visa) ou Cirrus (MasterCard); e adquira um cartão pré-pago MoneyCard Visa TravelMoney, recarregando o suficiente pra caso dê algum rolo com o cartão do banco.

Tem mais, casas de câmbio do Brasil não trabalham com moedas. Logo, se você não gastá-las no exterior, podem depois acabar sobrando inutilmente em sua carteira.

HOSPEDAGEM:

Pra economizar com estadia, instale um app de hostel no smartphone e reserve um albergue com bom custo benefício, café da manhã à disposição e bem localizado. Em uma só tacada você já se livra de um dos principais gastos da viagem, que é hospedagem, poupa com alimentação e transporte.

É possível achar hostels confortáveis e baratos, conhecidos como “cheap and chic”, por cerca de €11 ou US$15, ou seja, mais baratos que no Brasil, que estão cobrando R$40 em média, ou mais.

Uma boa vantagem do hostel é que você pode usar o wi-fi de graça pra manter contato com o Brasil, por Skype, Viber ou WhatsApp, sem a necessidade de usar ligações internacionais.

Outra alternativa é fazer parte da rede CouchSurfing ("alugando um sofá", em tradução livre), e se hospedar na casa de alguém com disposição pra liberar um sofá ou cama.

[Clique aqui e veja dicas de como escolher o melhor albergue]

ALIMENTAÇÃO:

Seja prático. Aproveite o café da manhã servido no hostel, carregue um cantil ou uma garrafinha de água na bolsa, e tenha sempre um lanchinho em mãos, algo como barrinhas de cereal, frutas ou chocolate, que é muito barato no exterior. Se uma barra custa R$ 6 no Brasil, na Europa é vendido por €0,75.

Fazer refeições em restaurantes, aeroporto, terminais, ou lanches de rua ou dessas máquinas self-service, saem muito mais caros. Aliás, qualquer alimento ou bebida, procure comprar em supermercado. Faz uma enorme diferença, e vale ressaltar que ajuda muito pra economizar com bebida alcoólica.

Bares e danceterias cobram caro no exterior. Se uma caneca de chopp sai por €2,50 ou US$4, um pack de Carlsberg ou Budweiser, com 12 latinhas, pode ser comprado por €7 ou US$9. Então faça um “esquenta” antes de sair pra alguma balada.

E muito cuidado com a curiosidade pra experimentar pratos típicos. Modere e pesquise, pois a gastronomia local costuma ser uma forte isca pra fisgar turistas através de preços com o "olho da cara", acima de €15 ou US$20.

No exterior, vale também aderir ao fast-food, que não é tão caro quanto no Brasil. Aqui, o menu mais barato com sanduíche, batata e refrigerante é cerca de R$20, e fora do país os lanches mais baratos giram em torno de €4 ou US$6.

TRANSPORTE:

Use bastante o transporte coletivo. Táxi é muito cômodo, mas evite. Perca o medo, busque instruções no Google ou em apps, e pegue ônibus ou metrô para não gastar tanto ao se locomover. Se souber andar bicicleta, alugue uma. Algumas cidades têm esse serviço, como indica o blog Mapa de Londres.

INGRESSOS:

A princípio, pra poupar a grana com ingressos, não se apegue a fazer coisas só pra contar pros outros e pense que só a experiência de estar em outro país já é um privilégio. Além do mais, é bem melhor explorar as atrações ao ar livre.

Mas como algumas "atrações imperdíveis" são inevitáveis, daquelas que você vai guardar com carinho ou ter muita história pra contar, pondere e planeje bem.

Faça um roteiro com todos os lugares que você quer ir. Em seguida, pesquise e anote o preço de cada ingresso pra pensar com calma e ver se vale mesmo a pena.

Primeiro, compare. Jogue uma base de preço qualquer pelo tempo gasto no Brasil. Tipo, se um cineminha no Brasil sai por uns R$35 (ingresso promocional + refri + pipoca), um ingresso de algum ponto turístico que custa R$60 ou €20, tem que ter pelo menos 3hs de entretenimento pra compensar. É conta hipotética, meio maluca, mas serve pra ter uma noção.

Depois, analise bem o que o local disponibiliza, sobretudo museus. Muitas vezes, museus mais renomados se aproveitam da fama pra cobrar caro, mas no fim, você faz uma visita na correria, não te acrescenta e você não vê quase nada, além de encarar tumulto. Enquanto isso, outras galerias menores trazem exposições intimistas, mas muito mais enriquecedoras e interessantes. Então, fique ligado.

Na sequência, vá atrás de ofertas especiais. Alguns lugares baixam os preços em dias mais vazios; vá no site oficial da atração e busque informações. Também é possível adquirir cartões em que você paga um só valor pra ver diversas atrações, caso do European City Cards na Europa. Alguns cartões também oferecem descontos, como o TKTS, para abater preços de tickets para teatros em Nova York.

Por fim, veja se é possível comprar os ingressos de maneira antecipada, pra não ter nenhuma surpresa ou gasto adicional.

FIM DE VIAGEM (SOUVENIRS E DUTY FREE):

Quando a viagem tá acabando, bate aquela sensação de ter que aproveitar tudo que o lugar oferece, só porque você está indo embora. Dá vontade de carregar a cidade na mochila. Pois controle-se!

Os dois maiores perigos são os souvenirs e o duty free. Se você é daqueles compulsivos, passe longe. Mas se é um pouco mais controlado, a dica é colocar um limite. Tipo, no duty free, não compre nada acima de €25. E souvenirs, apenas os mais pequenos (pins, bótons, chaveiros, cartões-postais), nada acima de €2 pra cada item, ou acima de €15 no total.

Agora, se for o caso de alguma coisa pra revender ou que não se acha no Brasil, como um smartphone HTC ou um óculos Polaroid, aí calcule de acordo com sua disponibilidade financeira.

E ainda sobre souvenirs, evite lojas oficiais, de shopping ou de aeroporto. Sempre é um preço acima. Procure bancas de rua, onde você pode pechinchar, tipo leve três por €5, seis por €10, como acontece em La Rambla, de Barcelona.

CONCLUSÃO:

Pra fechar, a ideia principal é se organizar. Rola essa lenda de que o legar de ser mochileiro é fazer as coisas na base de improviso e de última hora. Porém, não há como economizar sem planejamento, e evitar prejuízos ou gastos desnecessários é prioridade, não só para mochileiros.
Salvador

Como as festas de Salvador não rolam apenas no carnaval e o sol quente da Bahia raia o ano inteiro, vale a pena ficar atento com outros períodos fora do verão pra viajar até a terra de "todos os santos".

Independente de promoção, é possível achar preços mais flexíveis, e mais baratos, conforme as variações existentes entre a baixa e a alta temporada.

Através dos aplicativos dos sites Decolar e Skyscanner, conferimos o preço de voos com ida e volta para Salvador partindo de quatro cantos do país, para você ter uma noção de quanto fica viajar para a capital baiana. Compare:

SÃO PAULO (SAO):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 385;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 345;
Em novembro: o preço gira em torno de R$ 340;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 345;
Em janeiro (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 425;
Em fevereiro: o preço gira em torno de R$ 360;
Em março (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 335;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 340;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 345;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 350;
Em julho: o preço gira em torno de R$ 355;

PORTO ALEGRE (POA):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 500;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 465;
Em novembro: o preço gira em torno de R$ 465;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 545;
Em janeiro: o preço gira em torno de R$ 545;
Em fevereiro: o preço gira em torno de R$ 430;
Em março (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 430;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 475;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 430;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 480;
Em julho (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 560.

BELÉM (BEL):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 695;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 565;
Em novembro (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 375;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 615;
Em janeiro: o preço gira em torno de R$ 565;
Em fevereiro (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 765;
Em março: o preço gira em torno de R$ 620;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 710;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 720;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 760;
Em julho: o preço gira em torno de R$ 755.

BRASÍLIA (BSB):
Em setembro: o preço gira em torno de R$ 305;
Em outubro: o preço gira em torno de R$ 235;
Em novembro (mês com preços mais baixos): o preço gira em torno de R$ 290;
Em dezembro: o preço gira em torno de R$ 350;
Em janeiro: o preço gira em torno de R$ 360;
Em fevereiro (mês com preços mais altos): o preço gira em torno de R$ 260;
Em março: o preço gira em torno de R$ 255;
Em abril: o preço gira em torno de R$ 365;
Em maio: o preço gira em torno de R$ 260;
Em junho: o preço gira em torno de R$ 360;
Em julho: o preço gira em torno de R$ 405.
Lonnie Bissonnette traz em sua bagagem uma daquelas histórias de superação que inspiram qualquer pessoa. O atleta canadense de 48 anos é o primeiro e único BASE jumper paraplégico do mundo. Em 2004, ficou gravemente ferido depois de um acidente onde as linhas de seu paraquedas enrolaram e impediram o artefato de ser aberto no momento do salto, consequentemente quebrando vários ossos de seu corpo e perdendo o movimento das pernas, em função de uma lesão na medula espinhal. Ainda que a sequela obrigasse seu médico a vetá-lo de saltar novamente em qualquer circunstância, doze meses depois ele estava diante dos pontos mais altos para saltar.



"BASE jumping me traz uma sensação incrível, que eu não consigo abandonar... Eu não deixei o estado de paralisia me parar por nenhum momento. A primeira coisa que eu perguntei depois de acordar do acidente foi 'quanto tempo vou ter que esperar até que eu possa voltar a saltar?'", destacou o parquedista, conforme relatado pelo jornal britânico Daily Mail.

Sempre atrás de um desafio maior para quebrar todos os limites e apontado como um dos atletas de aventura mais promissores do mundo, o BASE jumper do Canadá também é o único paraplégico a ter pulado dos quatro pontos principais de sua modalidade: B = building (prédio), A = antenna (antena), S = span (ponte) e E = earth (terra).



Em um de seus saltos mais insólitos, Lonnie encarou a Aizhai Bridge, ponte suspensa situada em uma autoestrada da cidade de Jishou, na província de Hunan, sudeste da China. Com 350 metros de altura, a elevação traz dados bem significantes para estabelecer o feito do atleta como uma grande façanha: a Aizhai é a sexta maior ponte do mundo, a 15ª maior ponte suspensa do mundo, além da mais alta e mais longa de túnel a túnel, sob extensão de 1.146 metros. Confira o salto no vídeo gravado em setembro de 2013:



Por sua experiência, Lonnie foi convidado a abrir o evento em Jishou, que reuniu cerca quarenta BASE jumpers de treze países diferentes, atraindo milhares de espectadores. O BASE jumper canadense já cruzou diversos países mundo afora por conta do esporte, dos EUA, passando pela Noruega até a Malásia, e ao ser perguntado se teme pelo perigo que os saltos oferecem, sobretudo após seu acidente, ele afirma que: "Eu sei dos riscos e ainda continuo, pois é a minha paixão, BASE jumping é uma das coisas mais incríveis que um ser humano pode experimentar".
Hoje é a véspera da final da Uefa Champions League entre dois times de Madri, e como coincidiu que eu já viria pra Espanha nessa época, decidi passar pela cidade para torcer e visitar o meu time em La Liga: o Real Madrid.

Essa é a segunda vez que eu visito o estádio Santiago Bernabéu, só que dessa vez eu escolhi um horário ruim, pois é o último horário do Tour Bernabéu (19:30h), e os monitores dão uma apressada pra dar tempo de ver tudo.


Mas mesmo rápido, vale a pena. Os troféus, antigos uniformes, telões contando a trajetória do clube, documentos e objetos históricos, as Bolas de Ouro de Figo, Zidane, Ronaldo Fenômeno e Cristiano Ronaldo, está tudo em exposição, no Museu do Real Madrid, dentro do estádio.


A parte mais emocionante sem dúvida fica nas arquibancadas e no banco de reservas, onde dá pra ficar bem perto do gramado. Só é ruim pra tirar foto. Na primeira vez que vim, tinha o sistema de aquecimento da grama no meio do gramado, e desta vez, um telão, pra passar a final da Champions.







Pro final do Tour, tem a loja com itens difíceis de achar no Brasil, como flâmulas e cachecóis (eu comprei um da final nas bancas pela rua), e vale tirar um tempo pra apreciar a arquitetura o estádio, que parece uma nave.

O ticket de entrada do Tour Bernabéu custa 19,90 euros, e o museu abre de 10:30h às 19 horas, entre segunda e sábado, e de 10:30h às 18:30h, em domingos e feriados. Em dia de jogo tem o tour, mas até cinco horas antes da partida.

Vale registrar que é bem difícil achar ingresso pra jogos da liga ou da Champions, que são vendidos antecipadamente. Pra comprar, ou você gasta uma fortuna com cambista, ou compra ingresso de fase mata-mata.


Eu vou assistir a final da Champions em um pub perto da Praça de Cibeles, por que o confronto acontece em Lisboa, e eles não vão transmitir o jogo em local público. Motivo? Evitar conflitos de torcida, pois esse papo de país civilizado não tem torcida é mito...

Os torcedores do Real Madrid são maioria, e a maioria é turista, ou seja, japoneses, indianos e brasileiros (como eu), que não fazem ideia dos cantos do clube, por mais fánatico que seja por futebol... Admito que legal mesmo são os torcedores do Atlético de Madrid, que vão mandando os cantos da torcida onde quer que você cruze com eles.



Estação a caminho dos merengues #RealMadrid #HalaMadrid

Uma foto publicada por Luciano Portela (@lucianomochileiro) em

Embora tenha a forte concorrência de outras cidades espanholas, como Barcelona ou Zaragoza, e outras capitais europeias mais visitadas, Madri tem seus pontos inigualáveis. Dentro disso, acho que é a cidade ideal pra dar o ponto de partida em um mochilão, pela Europa ou pela Espanha.


Se você escolher Madri como a primeira cidade a visitar, vai se impressionar, mas o mesmo não ocorre se for a última. Eu senti isso na primeira vez que visitei a capital espanhola, quando desci pro sul, e a cada cidade o impacto era maior.

Outra vantagem são as facilidades de uma capital, sobretudo quanto ao transporte, coisa que dá pra ver logo que você desembarca. Ao chegar no Aeroporto de Barajas, é possível partir facilmente da estação de metrô Cercanías Aeropuerto T4, anexa ao local, até a localidade que escolhi pra ficar, o bairro Justicia.




Pra sair do aeroporto e seguir até o bairro Justicia, a sequência é a seguinte: pegue um metrô pela linha 8 (L8 Nuevos Ministerios - Aeropuerto T4) até a última estação, a Nuevos Ministerios, onde é necessário fazer a baldeação para a linha 10 (L10 Hospital Infanta Sofía - Puerta del Sur), no sentido Puerta del Sur. Siga até a quarta parada, onde fica o Metrô Tribunal, a menos de 200 metros (dois minutos) do Hostel Era.



Escolhi o Era pra se hospedar pela boa referência em apps, além da proximidade com o metrô, e de atrações, como monumentos, cartões-postais, como o Museo Municipal e o Museo Nacional de Romanticismo, restaurantes ou redes de fast-food internacionais pros mais preguiçosos, e mais um certo perfil boêmio.


O Hostel Era fica a menos de vinte minutos de vários bares, "cervecerías" e baladas, então é possível rodar gastando menos tempo, e consequentemente sem gastar táxi, já que dá pra ir (e vale mais a pena) andando pela cidade. Falando em táxi... dispense pra qualquer coisa! Uma viagem curta de 15 minutos é bem cara, em torno de 25 euros, e o metrô sai muito mais em conta. O bilhete Sencillo Combinado Metro dá o direito de uma viagem, pelo preço de 3 euros.

ROTEIRO DA MANHÃ: Arredores do Palácio Real até a Plaza de España;

Ponto de partida? Metrô Tribunal;
Destino final? Metrô Plaza de España;
Tempo de duração? Em torno de três horas e meia (9-13:30h).


Tome seu café da manhã sem pressa, e vamos então ao roteiro de um dia, embarcando no metrô Tribunal pela linha 1 (L1 Chamartín - Valdecarros) no sentido Valdecarros, para seguir até a estação Gran Vía, onde vocês farão a troca da para a linha 5 (L5 Alameda de Osuna - Casa de Campo) e, no sentido Casa do Campo, vão descer na estação Ópera. É rápido, vocês vão perceber, e aí é só caminhar do metrô Ópera até o Palácio Real de Madri.

Antes, vocês vão cruzar com o Teatro Real, e aí caminhando pela esquerda na Calle de Vergara sigam até a fachada sul do palácio, na Plaza de la Armería pra capturar um ângulo do pátio de honra (do fim do século XIX), e da Catedral de la Almudena.

O rei Filipe VI não mora mais nesse palácio, vive no Palácio da Zarzuela, mas tem o local como residência oficial para o uso em cerimônias. E embora estejam abertas ao público, as salas não tem sua visita incluídas nesse roteiro, por conta de tempo, já que a decoração e as obras de arte merecem ser vistas com calma, em um dia só pra isso. Mas para entrar no palácio, se paga 10 euros.

Na sequência do tour, vá em sentido norte, de encontro aos monumentos das estátuas dos reis, em frente a Plaza de Oriente, e depois ao panorama de mais inspiração do passeio, que são os Jardins de Sabatini, com as árvores muito bem aparadas, de um jeito bem preciso, simetricamente em um formato todo certinho, geométrico. Além de suas fontes, os jardins tem como parte mais vibrante o reflexo no lago entre as árvores.



Para encerrar o passeio, o último ponto é a Plaza de España, ou Praça de Espanha, com uma cara um pouco mais urbana, mas que traz o conjunto de estátuas mais legal de Madri, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes e suas obras, com direito às estátuas de Don Quixote de La Mancha em seu cavalo, junto do fiel escudeiro Sancho Panza, em cima de um burro.

ROTEIRO DA TARDE: Museu do Real Madrid, estádio Santiago Bernabéu e loja oficial do clube;
Ponto de partida? Metrô Plaza de España;
Destino final? Metrô Santiago Bernabéu.
Tempo de duração? Em torno de três horas (14:30h-17:30h).




Agora, pegue o metrô da Linha 10 no sentido Hospital Infanta Sofía, até o metrô Santiago Bernabéu, ao lado do estádio do Real Madrid, com o mesmo nome. Pra visitar o estádio, eu preparei um outro post, que você pode ler clicando aqui.

O tour dentro do estádio dura em torno de uma hora, mas até você chegar do almoço, comprar o ingresso e passar pela loja, gasta um tempo, fora se você demorar demais dentro do museu e do estádio. Quando você para pra ver as taças da Champions League, ficar perto do gramado e escolher o que levar na loja do clube, a empolgação é grande e enrolação é maior ainda.

Se você não gosta de futebol, vá pela arquitetura que impressiona, e se é torcedor do Barcelona, vá pela história. E sobre o estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madrid, eu diria que se for pra visitar em dia que não é de jogo, é perda de tempo, pois o estádio vazio é bem sem graça, além de velho. La Bombonera, do Boca Juniors, ou o estádio Olímpico do Grêmio são mais conservados, pra se ter ideia.


Vá no Vicente Calderón somente em dia de jogo, que aí sim vale mais a pena que o Santiago Bernabéu, pois a torcida do Atleti é bem mais animada que a do Real Madrid. Em sua maioria, os colchoneros (como chamam os torcedores do Atlético) cantam o jogo inteiro, enquanto a torcida madridista é composta por turistas e torcedores de selfie.

ROTEIRO DO FIM DE TARDE E NOITE: Parque del Retiro e Calle de Alcalá;
Ponto de partida? Metrô Santiago Bernabéu;
Destino final? Metrô Santiago Bernabéu.
Tempo de duração? Em torno de três horas e meia (17:30h-22 horas).

Para fechar a tarde (que dura até às 21:30h, 21:40h, no verão), passe pelo Parque del Retiro. É o parque que os madrilenhos usam pra dar aquela corridinha, e os casais e famílias já aproveitam pra relaxar, até por que é uma das áreas verdes que quebram um pouco a rispidez do lado urbano de Madri. Um exemplo disso é o Palácio de Cristal, ponto mais imponente, cercado por ciprestes e pelo do Estanque del Retiro, habitado por cisnes e patos, que dão um toque a mais ao lago artificial, que já é belo por si só. Pra completar, o parque tem o lado histórico, com as estátuas dedicadas aos antigos monarcas, e dizem que o local foi todo detonado, usado como quartel da tropa de Napoleão, no início do século XIX.





O trajeto continua depois pela Puerta de Alcalá e a famosa Plaza de Cibeles, que chama a atenção pela fonte central de estilo neoclássico e o conjunto escultórico, em homenagem à Cibeles, deusa grega da fertilidade. Dois destalhes sobre a praça: um é o prédio do Palácio das Comunicações, que é o prédio dos correios, que mais lembra uma catedral, e o outro detalhe é que esta é a praça das comemorações do Real Madrid e da Seleção Espanhola.

Descendo a Calle de Alcalá, e chegando a hora do pôr do sol, esteja perto do prédio da companhia de seguros Metrópolis, que é o lugar mais incrível da cidade, sobretudo nesse horário. O prédio é muito louco, de estilo neorrenascentista, inaugurado em 1911, com colunas coríntias na fachada, uma cúpula de ardósia e uma estátua de bronze da Fênix embalando uma figura humana feminina. Se puder, leve um tripé, ou algo que deixe a câmera fixa, pra poder fazer um time-lapse, pegando quadro a quadro do contraste do pôr do sol como plano de fundo do prédio da Metrópolis, e depois o edifício todo iluminado à noite, que é muito show.





Já caiu a noite, agora é voltar pro hostel. Vá a pé mesmo, pra sentir o clima da cidade, e de repente até parar num bar pelo caminho, que a quantidade de opções é grande. Caso também você tenha sentido cansaço, e volte antes das 21:30h, siga até a Calle de Augusto Figueroa 24, no Supercor, um supermercardo local dentro do Mercado San Antón, que vai se fazer necessário pelo menos pra comprar água, pois o hostel cobra um valor salgado pela garrafinha, que sai mais caro que uma garrafa de um litro no Supercor.

Agora, sobre o restante da noite, as duas melhores baladas de Madrid estão no Teatro Kapital e no TClub, pra quem curte dançar ao som de música eletrônica e o foco de luzes piscando. O grande lance do TClub é que se trata de uma versão madrilenha do clube Pacha (aquele mesmo de São Paulo e Floripa), enquanto o Kapital oferece sete ambientes diferentes na vibe do que você estiver afim de fazer (house, karaoke, black music, coquetel bar, party music, música latina e lounge).

Ou se preferir algo mais alternativo, barato e próximo ao hostel, vá ao Teatro Alfil para escutar boa música local e estique no Palentino, um bar com a arquitetura que lembra o ambiente de um ônibus velho e um clima de botecão mineiro com bons lanches, galera descontraída, um tiozinho lendário que todo mundo conhece e o melhor: bebida barata. Peça um Pepito de Ternera de lanche (sanduíche de carne) e uma Mahou Cinco Estrellas pra acompanhar, cerveja lager local que é bem leve, mas ao menos tem mais sabor que outras espanholas.
Confira abaixo, quais os melhores hostels no bairro da Vila Madalena, em São Paulo (SP), de acordo com sua prioridade ou com a ocasião.

PELO CONFORTO:
Em São Paulo é melhor esquecer um pouco o conforto, pois com os atrativos que a cidade tem, é difícil ficar parado nos hostels. Mas se você não dispensa móveis mais descolados e um ambiente mais organizado, o Ô DE CASA, o CASA CLUB, o HI SAMPA HOSTEL e o HEY HOSTEL são as hospedagens mais dedicadas em proporcionar comodidade mesclada com um agradável apelo visual.


Para Mochileiros

PRA PEGAR METRÔ:
O HEY HOSTEL fica a apenas 300 metros da estação Faria Lima, ou seja, com uma caminhada de apenas 5 minutos você já pode pegar o metrô para circular pela cidade. Em dias de chuva essa distância é bastante oportuna.

PRA CONHECER GENTE:
Albergue mais recomendado da região entres as redes sociais e experts em mochilões, o VILA MADALENA HOSTEL geralmente está cheio de gente de diversos locais do Brasil e do mundo, então é bem fácil arranjar companhia pra trocar ideia ou gente com planos em comum de lugares ou eventos.


PRA CAIR NA NOITE:
As melhores opções de bares e baladinhas na Vila Madalena estão entre as ruas Aspicuelta e Inácio Pereira da Rocha. Pra facilitar o acesso ao chegar ou sair, fique no Ô DE CASA ou no CASA CLUB, os dois albergues mais próximos destes arredores.

Veja os endereços e telefones dos albergues:

CASA CLUB
Rua Mourato Coelho, 973
(11) 3798.0051

HEY HOSTEL
Rua Bartolomeu Zunega, 43
(11) 4327.5366


HI SAMPA HOSTEL
Rua Girassol, 519
(11) 3031.6779

Ô DE CASA
Rua Inácio Pereira da Rocha, 385
(11) 3063.5216

VILA MADALENA HOSTEL
Rua Francisco Leitão, 686
(11) 3034.4104
Com mais de trinta anos de funcionamento, o metrô do Rio de Janeiro é administrado pela companhia MetroRio, apresentando uma malha de 41 quilômetros. Pra fins de comparação, São Paulo tem 78 quilômetros (67 estações) e quarenta anos de uso, e o de Londres entrou em operação em 1863, hoje com 408 quilômetros (270 estações), sendo o mais extenso e antigo do muito.

No Rio, são 36 estações divididas entre as linhas 1 e 2, além da integração com as linhas de ônibus (Integração Expressa, Intermunicipal, Metrô na Superfície e Barra Expresso) e de trem (SuperVia). Uma curiosidade do sistema integrado é o ônibus Metrô na Superfície, que atende Leblon e Gávea, e volta e meia gera confusão com os viajantes que acham que é o metrô mesmo, ou algum VLT, TRAM...


A passagem do Cartão Unitário custa R$ 3,70 (isso na última vez que esse post foi atualizado), e o horário de funcionamento é de 5hs até 0hs, de segunda a sábado, ou de 7hs até 23hs, aos domingos e feriados. Mas ainda sobre o preço, em outra comparação, o valor do metrô de São Paulo é de R$ 3,50. Talvez as Olimpíadas e a constante chegada de gringos mantenham o valor do Rio acima de Sampa.

Pra quem quiser rodar pela cidade mais de uma vez, a melhor opção é usar o Bilhete Único Pré-Pago. Existe o RioCard recarregável, mas esse é meio chato pra comprar, exige CPF e tal, enquanto o Bilhete Único Pré-Pago você compra um cartão com R$20, R$40 ou R$60 de crédito


Agora, sobre a existência de um cartão pré-pago, pra rodar de metrô múltiplas vezes, a Prefeitura do Rio e o MetroRio toda hora fazem uma mudança, e aí tenho que atualizar esse post. Antes tinha um bilhete único sem recarga, mas agora (última atualização em 2015) não tem mais e se utiliza um pré-pago recarregável, que é vendido nas estações Central, Carioca, Largo do Machado, Maracanã, Pavuna, Saens Peña e Siqueira Campos. Já pra recarregar tem máquinas, as chamadas máquinas ATM, nos guichês de atendimento de todas as estações.

Além do preço e dessas mudanças constantes, uma reclamação é a falta de educação no horário do rush, quando está mais cheio, sobretudo por não ter um cuidado com mulheres, idosos e gestantes. Por causa disso, existe até um metrô cor de rosa, que funciona nessas horas de rush, unicamente para conduzir mulheres.


Outra reclamação são as obras das Linhas 3 e 4, consideradas intermináveis. A Linha 3, ligaria São Gonçalo e Niterói, mas parece que o governo só terá "condições de fazer a linha 3 se tiver financiamento do Governo Federal", ou seja... E a Linha 4, vai ser essencial para as Olimpíadas, pois seguirá até a Barra da Tijuca, o que obriga a acelerarem as obras.

Agora, pra quem surfa ou tem vontade de andar de bike no Rio, depois das nove da noite e em fim de semana, as estações e o Metrô de Superfície libera a entrada com o camelinho ou a prancha de surfe.


Pra finalizar, logo abaixo, um mapa do metrô para vocês salvarem. Cliquem na imagem para ampliá-la.